A psicóloga do Lar da Caridade, Ana Mafalda Azor, esclarece que os benefícios são muito maiores que os desafios a serem vencidos. “As famílias têm que estar disponíveis para lidar com a mudança. Outro desafio é que criança e adolescente voltarão ao abrigo depois de ir ao cinema ou comer algo diferente, e essa volta vai ser acompanhada. Eles também podem ter a expectativa de ficar para sempre com a família, mas isso não justifica que ela não possa ter referência alguma, eles podem aprender a conviver com isso, o que os potencializa a estudar, ter sonhos e esperança”, avalia.
A assistente social do Juizado, Wiataiana Elias, destaca que o programa poderá proporcionar a crianças e adolescentes apadrinhados, experiências saudáveis em fins de semana, datas festivas, como Natal, Réveillon e aniversários, entre outras, e que realizem passeios instigantes.
Segundo Ivone Ferreira Vieira da Silva, presidente do Lar da Caridade, três equipes psicossociais vão realizar o acompanhamento e monitoramento do programa, cuja gestão será do Lar da Caridade. “Vamos estar com o Judiciário para acompanhar de perto as famílias, as crianças e adolescentes dentro do processo. Pela experiência que os profissionais do Lar já têm, de mais de 20 anos, acreditamos que essa comunicação vai ser importante porque podem surgir situações às vezes delicadas”, ressalta.