“O resultado deste julgamento é manifestadamente contrário às provas dos autos”, afirma o advogado Leuces Teixeira, ao garantir que irá recorrer da decisão. Segundo ele, os jurados não levaram em consideração a prova técnica – o laudo de semi-imputabilidade do réu. O documento foi elaborado após Edson ficar por onze meses internado no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz (HPJJV), de Barbacena (MG). “É uma prova técnica assinada por três médicas forenses”, afirma. O laudo, segundo o advogado, é resultado do incidente de insanidade requerido pelo Ministério Público.
No entanto, ele afirma que o promotor Raphael Soares Moreira César Borba pediu para que os jurados “ignorassem” o documento durante o Tribunal do Júri. Para o advogado, esta atitude feita pela acusação foi “desonesta” e “leviana”. “Ele pediu que o laudo fosse ignorado. Disse ainda que o mesmo nunca existiu, colocando-o como uma piada. Um absurdo ele dizer isso de uma prova reconhecida pelo próprio Ministério Público”, afirma. Além disso, Leuces acredita que os jurados foram “ingênuos” e “infantis”, pois desprezaram o laudo técnico que foi homologado pela Justiça. O advogado adianta que o recurso será interposto ainda nesta sexta-feira.
À reportagem, o promotor disse estar satisfeito com o resultado, afirmando que a pena arbitrada pelo juiz foi “justa”.