Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) afirma que caminhões estão impossibilitados de seguir viagem contra a vontade dos motoristas
Longa fila de caminhões em Uberaba na manhã desta terça-feira
Embora filas quilométricas de caminhões paralisem estradas ao redor do Brasil, nem todos os motoristas estão parados por vontade própria e alguns deles só não prosseguem viagem por impedimento dos manifestantes, segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg). “Estamos sendo parados nas estradas, obrigados a parar. A manifestação trava o trânsito. Virou uma bagunça”, diz o presidente do sindicato, o empresário Gladstone Lobato.
Só na empresa dele, de uma frota de cerca de 175 veículos, 150 estão parados contra a vontade em Minas e em outros Estados, afirma Lobato. “Você vê a empresa parada porque não tem jeito de andar, fazer manobra para sair”, continua.
Na passagem pela BR-381 na altura de João Monlevade, na região Central de Minas, a reportagem flagrou manifestantes ameaçando com paus e pedras nas mãos caminhoneiros que não parassem, abrindo a cabine de um caminhão e agredindo o motorista. Nos trechos por onde a reportagem passou, em Belo Horizonte, Monlevade, Antônio Dias e Ipatinga, viu viaturas paradas nos postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF-MG). Foi ordenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que a corporação atue ativamente na desobstrução das vias.
O fechamento de parte das vias provoca atraso de encomendas ao redor do país. O governador reeleito de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou, na manhã desta terça-feira (1º), que solicitou às forças de segurança que desobstruam todas as vias, citando o risco de desabastecimento de produtos. “A eleição já acabou e, agora, temos que assegurar o direito de ir e vir de todos e que as mercadorias cheguem, onde precisam para não haver desabastecimento. Vamos cumprir a lei”, enfatizou, em sua conta oficial no Instagram.
Na BR-381 na altura da Refinaria Gabriel Passos (Regap), manifestantes a pé, vestidos de verde e amarelo, em sua maioria, tentavam impedir a PRF-MG de tirar restos de material queimado das pistas para os carros seguirem viagem. Conforme a reportagem contabilizou, eram cerca de 80 manifestantes.
Fonte: O Tempo