Uberaba terá em breve seu 1º cemitério particular, que deverá ser construído com o objetivo de sanar o problema da falta de espaço, que na área urbana se esgota em abril do ano que vem
Uberaba terá em breve o seu primeiro cemitério particular, que deverá ser construído com o objetivo de sanar o problema da falta de espaço para sepultamentos, que na área urbana se esgota em abril do ano que vem, segundo dados da Prefeitura. No ano passado, a Câmara autorizou o município a permitir a exploração de cemitérios à iniciativa privada. Depois de abrir uma chamada pública, a administração cancelou o procedimento para licitar a escolha da empresa. Em Uberlândia já está em funcionamento um complexo fúnebre, que, além de cemitério parque, conta com crematório e salas de velório. O Jornal da Manhã revela nesta reportagem os custos que as famílias têm de assumir para sepultar seus entes, no caso de um cemitério da iniciativa privada e com o serviço público, somado aos gastos com funerárias.
Cemitério privado de Uberlândia tem o 1º crematório do interior. Inaugurado em março do ano passado, o terceiro cemitério de Uberlândia é o único administrado pela iniciativa privada na cidade. Localizado às margens da BR-050, o cemitério Parque dos Buritis é o primeiro do interior mineiro que oferece campo com crematório. Com capacidade para 26 mil jazigos duplos, com capacidade para 52 a 56 mil sepultamentos, a expectativa é de que ele atenda à demanda municipal pelos próximos 20 anos. Uberaba também discute a implantação de seu primeiro cemitério particular. Com autorização da Câmara Municipal, a Prefeitura já abriu licitação para a definição da empresa que vai implementar o projeto.
Na vizinha cidade, a Construtora Ouro Branco foi a empresa vencedora da licitação, realizada pela Prefeitura. Ela é a responsável pela administração do cemitério. De acordo com o supervisor comercial da construtora, Bruno Muniz, para a construção do projeto, aprovado em 2011, foram investidos R$ 8 milhões em área de 200 mil metros quadrados para a construção do complexo, que além das alas de sepultamento e crematório, tem praça de convivência, columbário (gavetas), capela cerimonial e quatro salas de velórios.
O valor do serviço de cremação é de R$ 2.960,00 e cada jazigo, que uma vez adquirido tem caráter perpétuo, custa R$ 2.368,00. Os dois preços podem ser pagos à vista, para o caso de uso imediato, ou divididos em 18 parcelas fixas, para os casos de uso futuro. O crematório tem capacidade de fazer 3.596 cremações por um período de 25 anos – perfazendo 144 por ano –, conforme definido no contrato de concessão. Para a manutenção dos túmulos, a construtora cobra taxa administrativa semestral de R$ 106,00. Bruno Muniz explica que o cemitério possui quatro salas de velórios, cujo valor do aluguel é de R$ 213,00, e ainda uma capela cerimonial, utilizada para a cremação e o cortejo final, custa R$ 426,00.
O supervisor comercial esclarece que, na licitação, a Prefeitura de Uberlândia exigiu que o cemitério disponibilizasse 7,2 mil jazigos gratuitamente, por um período de 20 anos, para pessoas carentes, que estejam cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Porém, os restos mortais permanecem no cemitério pelo prazo de três anos, devendo ser exumados pela Prefeitura.
Apesar de públicas, áreas para sepultar em Uberaba exigem desembolso. Em Uberaba, o único cemitério com vagas é o Cemitério Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Quem perde um ente querido precisa desembolsar R$ 82,00 para o sepultamento simples, com cobertura de terra. Para um túmulo carneiro – revestido de cimento –, com tampa e gravação do nome, o valor é R$ 398,00. Nesses dois casos, a família tem cinco anos para adquirir o terreno, por R$ 280,00. Para adquirir uma galeria familiar, com espaço para quatro sepultamentos imediatos, o valor para a compra do terreno é de R$ 748,00 e a construção em alvenaria custa R$ 1.980,00. No total, familiares precisam desembolsar R$ 2.728,00.
Serviços funerários precisam ser incluídos no orçamento de despesas. Os serviços funerários também não ficam baratos para os familiares que precisam sepultar seus parentes. O Jornal da Manhã consultou duas empresas do ramo e constatou a existência de diferenças nos valores praticados por elas, que variam também conforme o tipo de urna a ser utilizada e até o peso do defunto. Esses serviços consistem no fornecimento da urna, ornamentação do corpo e do velório, remoção, assim como aluguel da sala.
Na primeira funerária consultada, o serviço fica em R$ 900, sem a inclusão da sala de velório, o que acresce mais R$ 1 mil para 12 horas; depois desse período, cobra-se por fração. Os caixões, nesse caso, podem variar de preço, que chega a R$ 8 mil, dependendo do modelo e da resistência.
Na segunda empresa consultada, o serviço completo fica em R$ 1,5 mil, incluindo o salão para velório e a urna para pessoas com até 50 quilos. Os preços das urnas nessa funerária variam de R$ 950 a R$ 15 mil.