O cumprimento do mandado para reintegração trouxe enormes prejuízos aos rancheiros visto que as edificações são de alvenaria
O cumprimento do mandado para reintegração trouxe enormes prejuízos aos rancheiros visto que as edificações são de alvenaria e não houve tempo para que as pessoas pudessem retirar os pertences do local.
O pescador Antônio Nascimento Neto assegura que 200 famílias foram prejudicadas e não houve nenhuma notificação para a reintegração de posse. “Sequer houve uma intimação ou algo para que pudéssemos ter ciência do que seria feito”, diz. Ainda segundo ele, esta omissão acabou não lhe dando tempo de retirar seus pertences do imóvel. “Perdi tudo”, lamenta. Agora, ele diz que irá tentar retomar a vida na casa da sogra até a tramitação da ação.
Conforme o pescador, a empresa não tem a posse da área assim como os rancheiros. “É uma área que foi desapropriada na época da construção da Usina Volta Grande”, destaca.
Ainda de acordo com ele, todos os rancheiros promoveram o reflorestamento da área e a ação das máquinas acabou derrubando tudo. “Não tomaram o cuidado nem de preservar a área”, reclama.
O rancheiro Euripedes Reginaldo André sequer acompanhou a ação de reintegração, mas lamenta os prejuízos. Ele também informa que continuará batalhando judicialmente para ter a posse da área. “Não vamos desistir”, diz.
O advogado da empresa agropecuária, Rosenval Xavier da Silva, preferiu não se manifestar sobre a ação ocorrida ontem, enquanto a advogada dos réus, Juliana Flavia Goes, não foi localizada pela reportagem.