Procuradoria Geral de Justiça elabora parecer no recurso que tem por objetivo anular a condenação de Regiovani Paulo Ribeiro, sentenciado em 1ª instância a vinte anos de prisão
Arquivo/Jairo Chagas
Advogado André Colli foi levado em seu próprio veículo a uma estrada atrás do aeroporto, onde o réu o executou
Procuradoria Geral de Justiça elabora parecer no recurso que tem por objetivo anular a condenação de Regiovani Paulo Ribeiro, sentenciado em primeira instância a vinte anos de prisão pelo latrocínio (roubo seguido de morte) do advogado e ex-assessor jurídico da Fundação Cultural de Uberaba, André Colli. O crime ocorreu em 27 de junho de 2013.
Em março do ano passado, os autos retornaram em diligência à comarca uberabense para que fossem apresentadas as contrarrazões ao recurso pela acusação. Somente na segunda-feira eles retornaram ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Na sexta-feira, o relator, desembargador Rubens Gabriel Soares, encaminhou os autos para o parecer na Procuradoria Geral de Justiça.
O recurso tem como argumento o cerceamento da defesa, visto que o pedido de exame de sanidade mental do réu foi recusado pelo então juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal, Adelson Soares de Oliveira, responsável por proferir a sentença condenatória.
André Colli foi morto após anunciar a venda de veículo de sua propriedade. Ele combinou com o réu de se encontrar em frente do Parque de Exposições. Com a suposta alegação de que pegaria o dinheiro da negociação na casa da mãe, Regiovani levou a vítima até uma estrada vicinal, situada atrás do aeroporto de Uberaba. Lá, o acusado efetuou dois disparos contra a vítima. Em depoimento, o réu contou que, após matar o advogado, levou o carro e o deixou nas Chácaras Mariitas. A motivação do crime seria a cobrança de uma dívida relacionada à morte do cabeleireiro Rodrigo Rafael da Silva, no dia 30 de outubro de 2011.