A proposta que prevê a redução da jornada de trabalho e possível substituição da escala 6x1 por modelos como 4x3 tem gerado preocupação entre representantes do comércio e serviços no país. A medida, em análise na Câmara dos Deputados, também prevê a diminuição da carga semanal de 44 para 36 horas, com período de transição.
Para entidades do setor, como a FecomercioSP, a mudança pode aumentar os custos operacionais das empresas, dificultar novas contratações e gerar impactos em cadeia na economia, incluindo pressão sobre preços e serviços públicos.
Especialistas ligados à entidade defendem que alterações na jornada de trabalho deveriam ocorrer por meio de negociação coletiva, respeitando as diferenças entre setores econômicos. Atualmente, a jornada média no país já estaria em torno de 38 horas semanais, resultado de acordos entre empresas e trabalhadores.
Entre os possíveis efeitos apontados estão o repasse de custos ao consumidor final, com impacto em produtos, transporte e serviços essenciais. Também há avaliação de que a redução da atividade econômica poderia afetar a geração de empregos e a arrecadação pública.
O debate segue em análise no Congresso, com discussões sobre possíveis ajustes e regras de transição caso a proposta avance.