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Salgueiro é a campeã de 2009

A escola da zona norte da cidade foi a melhor na Marquês de Sapucaí e recebeu 399 pontos dos 400 possíveis

Folhapress
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:00
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O Salgueiro é a escola de samba campeã do Carnaval/2009 do Rio. A escola da zona norte da cidade foi a melhor na Marquês de Sapucaí e recebeu 399 pontos dos 400 possíveis. A Beija-Flor conseguiu 398 pontos é a vice-campeã, apenas um décimo à frente da Portela, que acabou na terceira colocação. Com 390,7 pontos, a Império Serrano foi rebaixada para o Grupo de Acesso.

Com o enredo "Tambor", o Salgueiro apresentou a história do instrumento e sua importância para manifestações artísticas e religiosas. Durante o desfile, o Salgueiro levou para a avenida teatro, dança, circo e acrobacias. Para o abre-alas, a escola chamou a Intrépida Trupe para fazer apresentações guiadas por grandes tambores que tinham as cores do Salgueir vermelho e branco. O segundo carro alegórico, chamado Essência Ritual, teve problemas para entrar na avenida. A alegoria mostrou o uso pré-histórico do instrumento, por parte de comunidades tribais, que o construíam com peles de animais, por exemplo. No terceiro setor do desfile, o Salgueiro mostrou o uso místico dos tambores por várias culturas – crendices sobre a influência do toque do objeto sobre bons e maus espíritos e na comunicação com os deuses.

O Salgueiro também fez homenagem à tradição do boi-bumbá, em especial à festa de Parintins, no Amazonas, que tem participação importante no Carnaval – a proliferação de carros alegóricos com movimento é creditada a profissionais formados na festa amazonense. No sexto carro, a escola mostrou a diversidade dos ritmos do Nordeste brasileiro, com representações de forró, xaxado e maracatu, entre outros. Essa região brasileira também foi representada no sétimo carro, que tinha a forma de um grande trio elétrico, popular no Carnaval de Salvador – Carlinhos Brown foi um destaque da alegoria.

A escola usou o veículo para mostrar não só o uso musical do tambor, mas também a importância do instrumento para projetos sociais realizados por grupos como Olodum, Timbalada e Afro-reggae. Para a última alegoria, o Salgueiro chamou mestres de bateria de agremiações concorrentes para fazer uma homenagem a um segmento que é considerado o "coração" de uma escola de samba.

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