Secretário Municipal de Agricultura de Uberaba, José Humberto Guimarães, rebateu as declarações feitas pelo...
Secretário Municipal de Agricultura de Uberaba, José Humberto Guimarães, rebateu as declarações feitas pelo coordenador da Emater em Uberaba, Gustavo Laterza. Para Guimarães, é lamentável que a empresa dependa dos repasses da Prefeitura para funcionar. Além disso, ele revelou que a falta de informações precisas nos relatórios repassados à Prefeitura foi a principal motivadora do cancelamento do repasse, no valor de R$ 5.513,03.
Conforme afirmou Laterza, durante entrevista à Rádio JM, as portas da empresa foram fechadas e os produtores que contavam com a assistência da Emater, sobretudo em relação a questões técnicas e obtenção de crédito rural, estão deixando de ser atendidos ou gastando o dobro de tempo para solucionar pendências simples. Ele disse que os serviços foram suspensos em cumprimento a uma cláusula contratual, que determinava que, em caso de inadimplência por parte do município, a Emater poderia suspender as atividades. Assim, como a contrapartida financeira não foi repassada, o escritório está de portas fechadas. “Hoje, nossa Regional atende 24 municípios e apenas Uberaba não está cumprindo com a parte que lhe cabe, que é o repasse de 20% do valor necessário para cobrir as despesas do escritório”, afirmou.
Já o secretário, em posse de documentos, afirmou que os relatórios enviados foram “vagos” e não atendem aos requisitos necessários para que a secretaria possa fazer a conferência mínima. “Estou com os boletins, se é que se pode chamar assim, com a relação de alguns nomes de pessoas do município que constam como assistidos da empresa. E não há informações da região onde se encontram essas pessoas, qual a fazenda, os meios de acesso e o tipo de assistência que foi feita. É vago, é precário. Não constam as informações necessárias”, afirmou o Guimarães. “Eu quero poder localizar o produtor, conversar com ele, saber se o atendimento foi bom. Essas coisas”, revelou o secretário.
José Humberto também fez questão de ressaltar que não exigiu nenhum documento que violasse a integridade e o sigilo dos agricultores, conforme havia afirmado Laterza.
Por outro lado, o secretário criticou a postura adotada pela Emater de fechar as portas da empresa na cidade. “É lamentável que uma empresa do porte da Emater viva exclusivamente na dependência da prefeitura. Por causa de R$ 5.513,03 eles fecharam as portas, simplesmente porque estou exigindo documentos de conferência. Onde já se viu isso?”, disparou.
Para tranquilizar os produtores assistidos pela Emater e prefeitura, José Humberto confirmou que, após algumas discussões, foram enviados documentos que viabilizaram a conferência. “Então, dessa forma, as despesas estão sendo pagas. Estão sendo quitadas aquelas notas fiscais que nos foram encaminhadas. Estamos pagando. Agora, fecharam as portas porque eles acharam melhor assim, já que a PMU é a única maneira de sobrevivência da Emater”, salientou.