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Segundo especialistas não há forma segura de compartilhar nudes nas redes sociais

Certos comportamentos, como a troca de nudes, são repetidos em grupos de adolescentes pela busca de identidade

Publicado em 29/06/2019 às 16:02Atualizado em 17/12/2022 às 22:03
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De acordo especialistas, não existem aplicativos que sejam totalmente confiáveis para o compartilhamento de fotos intimas.

O Instagram e o Snapchat, redes sociais populares no Brasil, têm ferramentas onde você envia a foto e logo depois de ser vista pelo destinatário, a imagem se “destrói”. E quando há captura de tela, o remetente é avisado. Todavia, o especialista em segurança virtual Carlos Travagini explica que não existe nenhum aplicativo que seja totalmente seguro.

“Ainda não tem a segurança total pelo seguinte: eu posso ter o aparelho em uma mão, visualizar essa foto e na outra mão estar com outro aparelho celular e tirar uma foto da tela. A pessoa que publicou não vai ficar sabendo, a foto vai se autoapagar e eu vou ter a informação do mesmo jeito”.

Um adolescente de 14 anos entrevistado pela rádio Itatiaia usa um aplicativo de conversa chamado Discord, e se sente seguro para tratar de vários tipos de assunto dentro da rede social, até mesmo os sexuais. “É um aplicativo de conversa geral, entra quantas pessoas quiser, não tem limite de quantas pessoas podem entrar na conversa, podem ser de vários países ou do mesmo. É um aplicativo que tem vários tópicos de conversa, são milhares de grupos dentro de um mesmo aplicativo. Você pode conversar tanto no privado quanto no geral e tem troca de mensagens, de fotos, vídeos, gifs, qualquer tipo de imagem”.

A psicanalista e neurocientista Angela Mathilde explica que certos comportamentos, como a troca de nudes, são repetidos em grupos de adolescentes pela busca de identidade. Segundo a especialista, esse controle do que deve e do que não deve ser feito no convívio social deve partir de dentro de casa.

“Por falta de uma identidade, que é uma coisa natural na adolescência, que é a busca da identidade, eu filio a grupos que têm o mesmo objetivo. Então se nesse grupo a erotização é uma coisa natural então vai haver trocas e esses grupos vão vivenciar esse tipo de coisa, só que eles ainda não estão preparados para isso. Se eles não estão preparados o que nós chamamos no desenvolvimento normal da sexualidade passa a ser banalização do corpo. Então já não é mais sexualidade, é uma exposição e quando eu exponho significa que eu não tenho controle e nem crítica sobre a visão do outro, porque o que me faz andar de roupa não é para me defender é para que o outro esteja no mesmo espaço que eu e não se sinta constrangido.”

Travagini ainda alerta que é preciso ter uma avaliação antes do envio de fotos íntimas, e que a melhor forma de se manter seguro é não compartilhar esse tipo de material. “Primeiro é ter a noção de que isso não é como se fosse uma foto física, que eu entrego para uma pessoa, ela viu e rasgou, acabou, nunca mais tem essa foto. O segundo conselho, [é pensar] realmente tem necessidade de mostrar essa foto? De tirar essa foto? O caminho mais seguro é: não faça!”

*Com informações Rádio Itatiaia 

 

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