Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, a polarização política segue provocando rusgas nas relações pessoais. O levantamento foi feito nos dias 5 e 6 de dezembro com 2.948 pessoas em 176 cidades brasileiras e apontou que pelo menos um a cada cinco brasileiros deixou de seguir ou bloqueou amigo, familiar ou empresa por discordar de posições políticas. Você está nessa estatística? Confira um guia prático para o fim de ano ser de harmonia, sem brigas. Como evitar brigas:
1 – Entenda que quando as pessoas entram em brigas políticas estão com outras questões que não são necessariamente a política. O discurso partidário é usado como subterfúgio para a catarse da questão emocional. Evite isso tendo a consciência de que a pessoa pode estar descontando algo com que não está lidando muito bem.
2 – Respeito é bom e todo mundo gosta. Respeite a opinião do outro, entenda que as pessoas têm posições divergentes e que isso é perfeitamente normal. É possível conviver com alguém que tem ideias e opiniões diferentes das suas.
3 – Defender seus ideais e pontos de vista é uma tarefa que pode ser feita com tranquilidade. Não precisa inflamar por isso. O confronto não vale à pena. Até porque, depois que o embate se instala é criada uma ressaca moral enorme. Falamos coisas que não deveríamos e ofendemos desnecessariamente pessoas de quem gostamos. A amizade dessa pessoa vale tão pouco a ponto de suas ideias e opiniões serem mais importantes?
4 – Tome muito cuidado com o mito de que o amor incondicional entre familiares torna impossível a não reconciliação. Bobagem! Ninguém ama por obrigação e não tem laço de sangue que obrigue o perdão.
5 – Tentar convencer o outro de sua opinião é sinal de que quem precisa ser convencido é você mesmo. Então se faça uma pergunta: você realmente tem essa opinião ou apenas acha que tem? Se houver dúvida, não há mal nenhum rever posições e analisar diferentes pontos de vista para elaborar a sua própria opinião. A partir do momento em que você já tem a sua própria opinião, a do outro não importa. Lembre-se que polarização e radicalismo podem ser patológicos e, se for o seu caso, considere procurar ajuda. Como consertar problemas:
1 – Tome a iniciativa de reconciliação. Compreenda que as eleições foram um período em que os ânimos estavam exaltados e que os julgamentos podiam estar prejudicados. Reconheça seus erros fazendo um mea culpa e reconcilie-se com quem você gosta.
2 – Aproxime-se da pessoa. Um bom argumento a ser usado é a reflexão sobre todos quererem um país melhor. O ponto a ser defendido é o mesmo, não importa o lado. Todos querem ver o Brasil prosperar, cada um a seu modo, e ambos podem ter errado na hora de defender seus ideais.
3 – Tenha em mente que a polarização não atrapalha nem o convívio nem amizade entre políticos. Quem vive da atividade partidária sabe que nenhuma briga dura para sempre e que os rivais de hoje podem ser parceiros no futuro. Esse comportamento de líderes deve inspirar você a perceber que rixas entre apoiadores nem deveriam existir, afinal, eles se entendem, por que vocês não!?
4 – Observe quando foi o ponto na sua caminhada e da pessoa com quem brigou para chegarem ao ponto da separação, analisando se a briga política não foi apenas um pretexto. Identificado o problema real, lide com ele.
5 – Tudo na vida tem lados opostos. O mais importante é ter paz. Pergunte a si mesm prefiro ser feliz ou ter razão? Laços familiares são mais profundos eu a política, que muda a cada pleito. Os relacionamentos com pessoas queridas deveriam ser mais sólidos do que a alternância de quem está no poder. Confira abaixo outros dados levantados pelo Datafolha 77% acreditam que as redes sociais ajudam a dar voz a grupos normalmente deixados de lado pela sociedade. 51% deixaram de comentar ou compartilhar alguma coisa sobre política em grupo de WhatsApp para evitar discussões com amigos ou familiares 46% deixaram de publicar alguma coisa sobre política nas redes sociais para evitar discussões com amigos ou familiares 43% acreditam que as redes sociais ajudam a influenciar as decisões dos políticos 27% saíram de algum grupo de WhatsApp para evitar discussões políticas com amigos ou familiares 19% deixaram de seguir ou bloquearam algum amigo ou pessoa da família por discordar das suas posições políticas 19% deixaram de seguir ou bloquearam alguma empresa ou marca por causa de suas posições políticas 16% entraram em algum grupo em redes sociais para discutir e divulgar ideias políticas parecidas com a sua 14% mudaram a foto do perfil para apoiar alguma causa política
*Com informações do Estado de Minas