Servidores do MP Estadual entraram em greve ontem. A mobilização também atingiu a comarca de Uberaba, que abrange ainda Delta, Campo Florido, Veríssimo e Água Comprida
Foto/Arquivo
Atendimento à população continua na sede do MP, mas com escala reduzida ao percentual mínimo de 30%
Servidores do Ministério Público Estadual entraram em greve ontem em Minas Gerais. A mobilização também atingiu a comarca de Uberaba, que abrange ainda Delta, Campo Florido, Veríssimo e Água Comprida. Dos 51 servidores lotados no Ministério Público, 16 aderiram à greve.
De acordo com o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (Sindsemp/MG), a decisão de paralisar as atividades foi tomada após várias tentativas frustradas de negociação com a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). O órgão se nega a cumprir Lei Estadual, Constituição Federal e Resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que garantem à categoria recomposição anual das perdas salariais causadas pela inflação. Também não aceita negociar o retorno da jornada diária de seis horas – pleito antigo –, que traria economia à instituição. A justificativa dada aos servidores são as dificuldades financeiras que o país enfrenta.
Entretanto, a entidade sindical destaca que o órgão administrativo do MPMG concedeu este ano aos promotores e procuradores de Justiça aumento de 19,5% e instituiu ainda auxílio-moradia de R$4,3 mil e auxílio saúde de R$2,5 mil. Ainda está previsto para de 2016 aumento de 5% nos subsídios e nos auxílios.
Ainda de acordo com o Sindsemp/MG, a PGJ diz que orçamento estaria comprometido e que não seria possível proporcionar a recomposição salarial dos servidores em 2015 e, também, em 2016. Além disso, o órgão paralisou o plano de carreira da categoria e ameaçou servidores de demissão. Com isso, a greve foi deflagrada ontem e em todas as comarcas os servidores dão andamento ao atendimento à população, mas com escala reduzida ao percentual mínimo de 30%.
Conforme apurou a reportagem do Jornal da Manhã, a paralisação atinge a comarca uberabense, mas com baixa adesão. Hoje, os líderes do movimento participam de manifestação no edifício sede da PRJ, em Belo Horizonte, com a participação de servidores de todo Estado, inclusive com representantes de Uberaba.