LUTO

Síndica do Edifício JK morre em Belo Horizonte aos 78 anos após complicações de saúde

Maria Lima das Graças estava debilitada e alternava longas internações desde o ano passado

Isabela Abalen/ Imagem do Autor José Vítor Camilo - O Tempo
Publicado em 14/03/2026 às 10:07
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Maria Lima das Graças foi síndica do JK por cerca de 40 anos (Foto: Reprodução / Redes Sociais e Flávio Tavares / O TEMPO)

A síndica do Edifício JK, Maria Lima das Graças, morreu em Belo Horizonte nessa sexta-feira (13/3), aos 78 anos. A responsável pelo condomínio, um dos cartões-postais da capital mineira, enfrentava complicações de saúde desde pelo menos o ano passado, com longas internações no Hospital Felício Rocho, no bairro Barro Preto. A informação foi confirmada pelo advogado Faiçal Assrauy, representante do edifício.

Maria Lima das Graças havia sido internada em agosto de 2025 após desenvolver um quadro de infecção que exigiu o uso de antibióticos. Devido à hospitalização prolongada, à época surgiram boatos sobre a morte da síndica, que foram rapidamente negados.

Ela ficou conhecida por administrar o JK por cerca de 40 anos, edifício que abriga aproximadamente 5 mil moradores. A longa gestão terminou em setembro de 2025, quando precisou ser afastada devido às complicações de saúde. A administração do prédio foi então assumida pelo advogado Manoel Gonçalves de Freitas, também gerente do condomínio.

Familiares e amigos se despedem de Maria Lima das Graças em velório neste sábado (14/3), a partir das 13h, no Cemitério Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, em Belo Horizonte.

Gestão histórica e polêmica

Maria Lima das Graças ficou à frente da administração do Edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950, há mais de 40 anos. Sua gestão foi marcada por episódios de forte embate com moradores, processos judiciais e denúncias relacionadas à condução do condomínio. O prédio é considerado um dos mais emblemáticos da capital mineira, abrigando cerca de 999 apartamentos e aproximadamente 5 mil moradores — número próximo ao de uma pequena cidade.

Conhecida entre os condôminos como a “Dama de Ferro do JK”, a síndica foi alvo de críticas por suposta falta de transparência na gestão e por dificuldades em realizar obras estruturais após o tombamento do edifício pela prefeitura de Belo Horizonte, em 2022.

Na ocasião, sua defesa alegou que o condomínio possui muitos moradores com recursos financeiros escassos e que as intervenções vinham sendo feitas na “velocidade possível”.

Ações na Justiça

As disputas chegaram também ao Judiciário. Um processo foi movido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o Condomínio JK, a síndica e um gerente de administração. A ação tratou de falhas estruturais e de segurança no edifício. 

Em 2024, reportagens de O TEMPO revelaram denúncias de moradores contra a administração. Entre elas, a exigência de caução de R$ 4 milhões para candidatos ao cargo de síndico, considerada “abusiva” por especialistas. Também havia reclamações sobre a gestão dos cerca de R$ 700 mil arrecadados mensalmente e relatos de “assédio jurídico” contra moradores que questionavam a administração.

A defesa da síndica negou irregularidades e atribuiu as denúncias a disputas políticas internas.

Fonte: O Tempo

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