Sindicato de empregados na revenda de gás GLP em Uberaba confirma versão patronal quanto ao motivo da reunião dos empresários
Sindicato de empregados na revenda de gás GLP em Uberaba confirma versão patronal quanto ao motivo da reunião dos empresários do setor na noite de quinta-feira. A exemplo do que os donos das revendas declararam à Polícia Militar, que esteve no local da reunião atendendo pedido do Ministério Público, o sindicalista Milton de Souza Pereira garantiu que a reunião nada tinha a ver com suposto cartel.
Entrevistado ontem pelo Jornal da Manhã, o representante dos trabalhadores no setor assegurou que o encontro seria para tratativa final para assinatura da convenção coletiva anual entre patrões e empregados do setor.
Ainda conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minerais e Derivados de Petróleo em Uberaba e Região (Sintracomp/Uberaba), na segunda-feira ele entregou ao sindicato patronal o documento (convenção coletiva de trabalho), o mesmo que a polícia tirou cópia quando da averiguação feita a pedido do Ministério Público. “Não estou defendo patrão, mas sim os empregados”, declarou o entrevistado.
Por outro lado, Milton confessou ter conversado ontem com a representação patronal, em telefonema feito por ele assim que leu a reportagem de capa publicada pelo JM, na quinta-feira. O próprio teria ligado para o empresário Abel Ricardo da Silva, buscando inteirar-se dos acontecimentos. Entretanto, o sindicalista não soube explicar se eles assinaram ou não a convenção anual relativa a direito dos trabalhadores.
Desconversando. Indagado se há cartel do gás em Uberaba, Milton declarou não saber, aproveitando para afirmar que o assunto na pauta patronal de quinta-feira realmente era a convenção coletiva. A reportagem teve acesso ao documento datado de 18 de maio e ainda sem qualquer assinatura, inclusive a de Milton Pereira. São oito folhas estabelecendo como piso salarial da categoria de um salário mínimo (R$ 465), mais adicional de periculosidade de 30%.
A exemplo do que afirmaram os revendedores, Milton também declarou ao JM que o grande problema do setor do gás em Uberaba é a revenda clandestina. Na sequência, estimou entre 70 e 72 os revendedores legalizados, mas ele não soube precisar quantos seriam os clandestinos.
Clandestinos. Antes de encerrar, o sindicalista representante dos empregados defendeu o recente aumento no preço do gás (botijão a R$ 40), lembrando que o produto estava com preço congelado há dois anos.