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Sinepe adia negociação salarial de professores da rede privada

Entre as principais reivindicações da categoria está aumento de salário real de pelo menos 80% do que foi aumentado nas mensalidades escolares

Thassiana Macedo
Publicado em 23/02/2015 às 11:19Atualizado em 17/12/2022 às 01:18
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Fot Fernanda Borges

Segundo Marcos Gennari, eles querem um tempo para estudar qual o andamento das mudanças na lei do Fies

A negociação entre instituições de ensino fundamental e superior privadas e o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro), marcada para ocorrer em Uberlândia, foi adiada por duas vezes. Primeiramente, o sindicato patronal preferiu ouvir as instituições antes de dar uma posição aos representantes dos professores. Na segunda vez, a justificativa foi a possibilidade de mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Segundo o diretor do Sinpro, Marcos Gennari, eles querem um tempo para estudar qual o andamento das mudanças na lei do Fies. “Nós tivemos a informação de que não vai mudar nada, na verdade haverá uma maior fiscalização por parte do MEC (Ministério da Educação). Por isso, estamos inclusive redigindo um documento no sentido de que as negociações não podem sofrer influências externas. Ou seja, entendemos que os trabalhadores em Educação não têm nada a ver com isso”, frisa.

Gennari ressalta que o Sinpro realizará uma reunião na próxima semana com os diretores do sindicato no Triângulo Mineiro. “O indicativo do Sinpro é de fazer mobilização na porta das escolas a partir do primeiro dia de aula de março, caso não tenhamos confirmação de uma negociação com o Sinepe. O sentimento dos professores é de que a negociação não pode ser prejudicada. A proposta é irmos para a porta das escolas fazer manifestação para impedir os professores de dar aulas. Seria uma paralisação por instituição a partir de março”, ressalta.

Entre as principais reivindicações da categoria, Marcos Gennari cita o aumento de salário real de pelo menos 80% do que foi aumentado nas mensalidades escolares, o que corresponde a reajuste de 13%, com reajuste pela inflação (INPC) mais PIB e produtividade; elevar o adicional extraclasse de 20 para 33% ou um terço da jornada de trabalho; alterar o adicional de quinquênio para triênio; valorizar os cursos de pós-graduação; unificar o piso da educação básica, e melhorar o piso da educação superior.

O diretor da entidade lembra que a média de aumento das mensalidades em 2015 foi de 14 a 15%, embora algumas escolas tenham aumentado até 20%. Além disso, somente nos últimos três anos, o número de matrículas cresceu mais de 10% nas instituições do Triângulo Mineiro, e as mensalidades subiram o dobro do valor que os professores receberam como reajuste. Ou seja, enquanto houve um aumento nas mensalidades da ordem de 48%, professores receberam aumento salarial em torno de 27,5%.

 

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