Processo por ato de improbidade administrativa, decorrente da inserção de fotografia do então prefeito Anderson Adauto em agendas escolares distribuídas a alunos da rede pública
Processo por ato de improbidade administrativa, decorrente da inserção de fotografia do então prefeito Anderson Adauto (sem partido) em agendas escolares distribuídas a alunos da rede municipal de ensino, teria desaparecido nas dependências da Procuradoria-Geral da Prefeitura de Uberaba, então comandada pelo advogado Sérgio Henrique Tiveron.
A ação cível, ajuizada pelo promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, José Carlos Fernandes Júnior, tem como réu o próprio ex-prefeito e ainda Luiz Humberto Borges, então subsecretário de Administração, e ainda o ex-secretário de Educação José Vandir de Oliveira. Processo está em fase de recurso à condenação de primeira instância.
José Carlos Fernandes confirma a informação obtida pela reportagem do Jornal da Manhã sobre o desaparecimento do processo. Ele revela ainda que na segunda semana de dezembro do ano passado foi procurado em seu gabinete pelo então procurador-geral, que lhe informou verbalmente sobre o sumiço do processo.
Desde o dia 16 de fevereiro do ano passado, conforme consta no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o processo, de número 0701.08.216974-2, em tramitação na 4ª Vara Cível da Comarca de Uberaba, está paralisado. Inclusive, a última movimentação registrada é de os autos serem retirados em carga para a Procuradoria-Geral do município de Uberaba.
O promotor já havia notado a falta de movimentação do processo, também através do site do TJMG. No dia 23 de outubro de 2012, através de uma petição, ele solicitou à juíza da 4ª Vara Cível, Andreisa de Alvarenga Martinole Alves, para que fosse dado andamento processual na ação cível, de improbidade administrativa.
Para José Carlos Fernandes, a situação é lamentável. “O extravio de processo é lamentável sob dois aspectos: primeiro, porque, em tese, pode configurar crime de extravio/destruição de documento público e, segundo, porque implicará em mais atraso no julgamento de tal processo, que se refere à utilização de dinheiro público para custear promoção pessoal do então prefeito Anderson Adauto.”
Por outro lado, o promotor diz que aguarda chegar às suas mãos um comunicado oficial, por escrito, da Procuradoria do Município de Uberaba sobre o desaparecimento do processo judicial. Com o documento, ele pretende instaurar inquérito policial para apurar o responsável pelo extravio do processo, bem como para requerer à juíza da 4ª Vara Cível a restauração dos autos, de forma a permitir seu julgamento.