Mesmo um ano e meio após o início da pandemia de Covid-19, há pouca ou quase nenhuma unanimidade na comunidade científica acerca de diversas questões. Será necessário vacinar todo ano? Essa é mais uma das perguntas que tiram o sono de milhares de brasileiros. Apesar dos pesares, pesquisadores têm se desdobrado para garantir ao país uma certa independência para manter a população imunizada, visando demandas futuras.
Uma delas é a chamada SpiNtec, que teve seu pedido de testes em humanos protocolado na Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária recentemente. A vacina é desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os primeiros passos foram dados ainda no ano passado, em março, bem no início da pandemia, em parceria com a Fiocruz Minas, com apoio do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações.
A conclusão dos testes da SpiNtec deve acontecer somente quando a população brasileira já estiver amplamente vacinada, em 2022. Mesmo assim, a pesquisa ainda segue e poderá ser usada como reforço em pessoas já imunizadas. A perspectiva é, inclusive, do professor Flávio da Fonseca, um dos pesquisadores responsáveis pelo imunizante, durante coletiva no início do mês. Segundo ele, os testes em humanos devem calibrar um esquema de doses para que a SpiNtec seja aplicada em quem já se vacinou.
Em testes de laboratório, em animais, foram manejadas duas doses com intervalo de 21 dias. Contudo, para os estudos clínicos será avaliado se uma única dose basta para reforço da imunização. As mutações do coronavírus também foram levadas em consideração para o planejamento da vacina.
O surgimento de variantes é um dos assuntos mais sensíveis com relação à vacinação, em geral. Uma das estratégias adotadas para enfrentar esse problema é escolher uma proteína viral que tem sofrido menos mutações para compor a combinação de proteínas contida na vacina.
Com informações da Agência Brasil