'Suzane – Assassina, manipuladora, narcisista e egocêntrica' tem como base depoimentos de terceiros e trechos do processo
Suzane von Richthofen alegou que um livro narrando a história dela iria causar danos à sua imagem. Apesar da alegação, a Justiça negou o pedido de Suzane para barrar a publicação da obra. A decisão é em segunda instância. A mulher foi condenada a 39 anos de prisão após matar os pais.
O livro ‘Suzane – Assassina, manipuladora, narcisista e egocêntrica’ é assinado pelo jornalista Ulisses Campbell. Suzane, que cumpre pena na Penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier em Tremembé (SP), alegou que não autorizou a obra ou o uso de sua imagem nela e alegou direito ao esquecimento.
A obra será publicada pela Editora Contexto, com lançamento previsto para dezembro. No livro, Campbell conta detalhes da história da presa, desde o crime até sua vida na prisão. Para a produção, o jornalista entrevistou pessoas do entorno de Suzane, como outras detentas, funcionários do sistema prisional e analisou todo o processo do caso Richthofen.
Suzane afirma que não autorizou a publicação da obra ou o uso de sua imagem para ilustrar o livro e pediu no início de outubro à Justiça uma liminar para barrar a publicação sob pena de multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento. Apesar das alegações, o pedido foi negado em primeira instância pela juíza Larissa Gaspar Tunala. Ela baseou sua decisão em outras autorizações para publicação de biografias sem autorização prévia, baseada no direito à liberdade de expressão.
Suzane ainda tentou recorrer da decisão, mas teve o pedido negado também em segunda instância, no Tribunal de Justiça de São Paulo, que entendeu que a argumentação inicial da juíza era cabível para o caso.
*Com informações G1