Entre as reivindicações está a compra de um equipamento, chamado dosímetro, que mede as doses de radiação mensal do trabalhador
Técnicos em radiologia voltam a procurar o Jornal da Manhã pelo atraso no pagamento de horas extras e também de outros problemas enfrentados pela categoria. Entre as reivindicações está a compra de um equipamento, chamado dosímetro, que mede as doses de radiação mensal do trabalhador. Segundo os profissionais, que preferiram manter as identidades preservadas, estão trabalhando há quase dois anos sem este equipamento. O secretário de Saúde, Fahim Sawan, afirma que o dosímetro já foi adquirido e está funcionando.
Em reportagem feita no início do mês de dezembro, os profissionais cobravam por compromisso feito pelo secretário de Saúde, Fahim Sawan, de pagamento de horas extras. Por meses eles trabalharam horas a mais durante a semana, sendo que a legislação determina que os técnicos devem ter jornada de 20 horas semanais. Todos são concursados e foram contratados na administração anterior. A situação somente foi regularizada neste governo, mas se trabalharam a mais, eles entendem que devem receber por isso, independente de quem for o prefeito no momento.
Na oportunidade, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde encaminhou nota esclarecendo o fato e garantiu que os técnicos em radiologia iriam receber as horas extras a partir do mês de janeiro. O secretário de Saúde, Fahim Sawan, prometeu pagar todas as horas atrasadas dos anos anteriores. Entretanto, segundo os técnicos, até o momento não foi feito o pagamento, e nem mesmo há previsões.
Além disso, estão ainda mais revoltados por conta de ausência do dosímetro. Segundo a técnica que procurou o JM, este é um EPI – Equipamento de Proteção Individual, imprescindível para os profissionais dessa área, a única forma de monitorar os níveis de radiação a que estão sendo expostos. “Essa é nossa situação, ganhamos abaixo do piso garantido pela Constituição Federal, trabalhamos sem proteção e monitoramento da radiação e, além de tudo, protelam o pagamento de horas trabalhadas a mais. Colocamos nossa saúde em risco em prol da saúde da população, mas não encontramos amparo necessário à nossa situação”, afirma.
Sobre esta demanda, o secretário de Saúde, Fahim Sawan, assume que a profissional tem razão, pois é uma profissão que merece insalubridade e periculosidade. “Mas quando chegamos, detectamos que estavam trabalhando a mais, mudamos esta realidade e que tinham direito de receber retroativamente pelas horas a mais. Entretanto, este cálculo, em que alguns casos são de quatro anos, é feito manualmente, trabalhador por trabalhador, e não imaginávamos que teria essa morosidade para fazer as contas. Mas não vou ficar na palavra. Eles vão receber, basta esperar mais um pouco, pois são mais de 50 profissionais”, explica o secretário, ressaltando que o pagamento desses trabalhadores está previsto no orçamento deste ano e vai pedir agilidade no processo.
Quanto ao dosímetro, o secretário garante que já comprou o equipamento que também já está instalado nas UPAs. (GS)