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Testemunhas confirmam ter vendido seus votos para Paulo Piau

Das seis testemunhas listadas pelos advogados de Antônio Lerin, apenas cinco foram ouvidas. Tratava-se de pessoas que, após juramento, se apresentaram como sendo fiscais

Thassiana Macedo
Publicado em 27/11/2012 às 16:18Atualizado em 19/12/2022 às 16:04
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O Jornal da Manhã teve permissão do juiz eleitoral Fabiano Rubinger de Queiroz para acompanhar a audiência marcada para ouvir as testemunhas relacionadas no processo movido por Antônio Lerin (PSB) que acusa o prefeito eleito, Paulo Piau (PMDB), de abuso de poder econômico e compra de votos na eleição municipal. As cinco testemunhas chamadas pelos advogados de acusação disseram ter trabalhado como fiscais de Piau e confirmaram ter vendido voto, enquanto a maioria também afirmou ter feito boca de urna. O que, segundo o promotor Emmanuel Carapunarla, constitui crime. Hoje, a partir de 14h, será ouvida mais uma testemunha convocada pelo magistrado.

Das seis testemunhas listadas pelos advogados de Antônio Lerin, apenas cinco foram ouvidas. Tratava-se de pessoas que, após juramento, se apresentaram como sendo fiscais contratados pela campanha de Paulo Piau para o segundo turno das eleições. Todos afirmaram ter recebido orientação para, no dia da eleição, influenciar conhecidos a votar em Piau e também votar no candidato, e, ao final do dia de trabalho como fiscal, poderiam receber. As testemunhas também teriam afirmado que receberam cheques nominais, de R$50, da coligação “Juntos podemos mais”, e que logo após o recebimento descontaram em estabelecimentos comerciais.

No entanto, os advogados de defesa mostraram que os cheques, que as testemunhas afirmavam ter recebido e descontado, haviam sido anexados ao processo juntamente com os demais devolvidos por coordenadores de campanha quando os destinatários não compareciam ao trabalho como fiscal. Duas testemunhas chamadas em favor de Piau, de um total de cinco, foram rejeitadas pela acusação por se tratar de coordenadores de campanha, sendo uma delas filiada ao PMDB. As duas foram ouvidas, mas apenas como informantes. Ao encerrar a audiência, Fabiano Rubinger lembrou aos advogados que, em um processo bem fundamentado, as provas testemunhais são as que têm menor peso.

O deputado federal Paulo Piau não compareceu à audiência por estar cumprindo reunião agendada com o presidente da Vale, Murilo Ferreira. Lerin, que esteve presente ao lado de seu vice, Hélio Massa, manteve-se o tempo todo confiante e, em conversa com o JM, disse que tem certeza de que a Justiça também entenderá que houve compra de votos. “As expectativas são as melhores possíveis. Nós confiamos plenamente no Judiciário brasileiro. Acompanhamos os depoimentos e ficou claro que houve a maior compra de votos da história de Uberaba, e tenho plena convicção que a Justiça dará a cassação da diplomação do nosso adversário”, afirma.

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