GERAL

Trabalhadores da construção civil podem cruzar os braços

Segundo o presidente do sindicato, José Lacerda, a categoria deve se reunir em assembleia na quinta-feira para definir estratégias

Letícia Morais
Publicado em 19/10/2015 às 14:48Atualizado em 16/12/2022 às 21:44
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 Obras do Terminal Integrado da VLi, na BR-050, podem ser paralisadas a partir de quinta-feira (22). Com diversas reivindicações em pauta, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Uberaba e Região (Sticmu) comunicou indicativo de greve neste fim de semana.

Contudo, o líder sindical José Lacerda Sobrinho ainda não confirma a greve. “Não sabemos se a greve será deflagrada ou não. Nós fizemos esse comunicado para cumprir a legislação. Mas os trabalhadores estão mobilizados e preparados para o exercício legal da greve”, enfatizou.

Entre as reivindicações estão inflação acumulada de 4,65% no piso salarial e a ampliação de falta. “O nosso maior problema é que temos uma cesta básica condicionada à uma única falta por parte dos trabalhadores por mês. Desejamos ampliar essa possibilidade para três faltas e aumentar o valor de R$96 para R$150 reais. Além disso, assinamos um acordo coletivo em março, cujo piso era R$1.400, por isso, nós estamos solicitando a inflação acumulada desse período, que é 4,65%”, avalia o sindical. No que tange à questão da falta, Lacerda explica que a convenção coletiva garante a cesta básica à categoria mesmo que o trabalhador venha a faltar três vezes no período de um mês, determinação que não está sendo respeitada pela construtora atualmente.

José Lacerda explicou que a categoria irá continuar negociando com a empresa Marco Projetos e Construções, construtora responsável pelas obras, até quarta-feira (21) e deve se reunir em assembleia na quinta-feira (22). “Estamos fazendo isso porque o cronograma da obra não atingirá a próxima data base, visto que irá terminar antes de março. Os trabalhadores entendem que é preciso recompor o salário antes da data base”, pontuou o presidente.

 À reportagem, a Marco Projetos e Construções informou que o reajuste solicitado pelo sindicato é abusivo, visto que em março firmou acordo coletivo com vigência de 12 meses, concedendo reajuste de 10% aos funcionários. Levando em conta que esse reajuste, segundo a empresa, é superior em 3% ao reajuste previsto em convenção coletiva. Em nota, a empresa ressaltou que, como não há concordância do sindicato com o novo reajuste proposto, solicitou, na sexta-feira (16), uma mediação do Ministério do Trabalho e Emprego de Uberaba.

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