GERAL

Trabalhadores da construção civil se reúnem para decidir se irão deflagrar greve

Letícia Morais
Publicado em 22/10/2015 às 16:49Atualizado em 16/12/2022 às 21:41
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 Pode ser definida hoje a paralisação ou não das obras do Terminal Integrado da VLi, na BR-050. Em assembleia, os trabalhadores decidem sobre a possibilidade de cruzarem os braços com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Uberaba e Região (Sticmu) às 16h30.

 O presidente da entidade, José Lacerda Sobrinho, afirma avanço nas negociações com a empresa Marco Projetos e Construções, responsável pelas obras, mas ainda não confirma se haverá ou não a greve. “Nós tivemos um avanço na rodada de negociação que aconteceu ontem (21), mas vamos submeter essa nova proposta hoje e os trabalhadores decidirão pela paralisação ou não das atividades”, ressaltou.

 Segundo José Lacerda, a nova proposta apresentada pela construtora inclui reajuste de 2%, além de permitir que o trabalhador receba cesta básica mesmo com três faltas, uma das pautas mais palpitantes nas reivindicações. “Eles indicaram aumento no valor da cesta de R$ 96 para R$ 140. Também avançamos com possibilidade de melhoria nos ônibus e na alimentação”, comemora o sindicalista.

 Contudo, José Lacerda destaca que, mesmo com avanço nas negociações, os trabalhadores podem se posicionar favoráveis ou não. “Não sabemos se vai ou não ter greve, decidiremos na assembleia com os trabalhadores, porque eles têm o direito de manifestar de acordo com o seu entendimento. O sindicato entende que, para a conjuntura, houve um avanço e ele não será desconsiderado e fará um indicativo para repensarmos esse processo e restabelecer uma nova data de negociação”, adianta.

 Em contrapartida, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Roberto Velludo, avalia a possibilidade de os trabalhadores paralisarem as atividades. “É uma greve, portanto, de qualquer maneira, não é uma coisa boa para a empresa, comércio ou cidade. Apesar disso, o José Lacerda tem todo o direito de fazer suas reivindicações. A empresa que está tocando a obra não é a nossa associada e não há nenhuma empresa de Uberaba trabalhando dentro dessa área. Mas vejo que essas reivindicações serão conversadas e acredito que a greve em si não será deflagrada", acredita.

 Ainda, o presidente destaca a importância da obra para o município. "Hoje é a obra mais importante de Uberaba, porque onde ela está sendo instalada será uma minicidade, um distrito com hotéis, restaurantes e oficinas mecânicas. Então esse atraso é muito grave. Acredito que um acordo entre ambas partes acabará surgindo e o Sinduscon está à disposição para intermediar, caso haja necessidade“, finaliza.

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