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Transportadoras e caminhoneiros alertam para risco de nova paralisação

José da Fonseca Lopes foi um dos líderes da paralisação no ano passado e destacou que 150 mil motoristas podem cruzar os braços

Publicado em 09/05/2019 às 07:17Atualizado em 17/12/2022 às 20:36
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Durante audiência na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (8), o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, acendeu o alerta para a ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros.

“O que vem por aí é coisa feia, muito feia. Se o governo não se atentar para isso, nós vamos ter um problema muito sério. Aí não vai ter Exército, não vai ter nada, porque ninguém vai ter combustível. Como é que vai fazer? Se acontecer é para desestabilizar o país. Eu não vou participar disso e não quero isso, mas já estou dando o alerta, como dei da outra vez”, declarou o líder da categoria, segundo informações divulgadas pela Agência Câmara.

José da Fonseca Lopes foi um dos líderes da paralisação no ano passado e destacou que 150 mil motoristas podem cruzar os braços. Lopes ainda indica que em mensagens que circulam nos grupos de mídias sociais mostram o crescente descontentamento da categoria. As principais bandeiras de reivindicações este ano são o frete e o diesel.

O líder dos caminhoneiros afirma que o governo precisa rever a política de reajuste do diesel anunciada em março e revise as condições de trabalho da categoria – a exemplo do estabelecimento de um novo frete mínimo, negociado entre caminhoneiros e representantes do agronegócio, da indústria e do comércio e não apenas determinado pelo governo. Caso não sejam atendidas as reivindicações, a greve dos caminhoneiros em 2019 é evidente.

No caso do diesel, a situação é ainda mais delicada. Isso porque a revisão do preço anunciada pela Petrobras agora é de 15 em 15 dias. A periodicidade é considerada curta pelos caminhoneiros autônomos. Eles querem a revisão a cada três meses.

“Não temos condição de negociar preço a cada semana, a cada dia. É mais fácil suportar preços internacionais do que a volatilidade que, esta sim, acaba matando”, emendou o presidente da Confederação Nacional do Transportes (CNT), Vander Francisco Costa, também na audiência.

Secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio minimiza a questão e afirma que há “diálogo constante” com o setor. Ele citou que uma das medidas foi a criação de uma linha de crédito de R$ 30 mil para cada caminhoneiro. “Nós acreditamos que esse diálogo que tem sido feito com a categoria, com os autônomos, com as transportadoras, tem sido eficaz, eficiente. Nós acreditamos que encontraremos um ponto, uma solução em conjunto”, afirmou, em audiência.

*Com informações da Gazeta do Povo

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