Foto/Jairo Chagas
Messias Cardoso, aponta estimativa na qual 28% das crianças sofrem ocasionalmente bullying, enquanto 15% é vítima frequentemente
Dados indicam que um em cada dez estudantes brasileiros é vítima de bullying, que, conforme definição do psiquiatra Messias Cardoso, é o ato de causar dor emocional ou física em outras pessoas, normalmente diferentes do abusador. “O bullying tem impacto real e profundo a longo prazo na vida das pessoas. Estima-se que 28% das crianças sofram ocasionalmente e 15% frequentemente”, afirma o especialista.
De acordo com Messias, estudos realizados recentemente comprovam a associação entre o bullying e o aparecimento de transtornos mentais, mesmo décadas após os ocorridos, assim como aumento considerável nas taxas de depressão e suicídio, diminuição da qualidade de vida e elevado índice de desemprego e dificuldades financeiras. “Estudo recente também mostra que o trauma psicológico sofrido no bullying é semelhante ao trauma do abandono infantil”, esclarece.
O psiquiatra pontua que essa violência causa angústia em quem sofre, mesmo que após a infância, e por isso ele destaca a necessidade de coibir esse tipo de ação. “Um mito associado ao bullying é que os praticantes, normalmente, são mini ‘psicopatas’, mas na verdade as crianças que o praticam também são vulneráveis emocionalmente tal como quem o sofre”, alerta.
Messias Cardoso afirma que o bullying não é uma brincadeira “boba” com a qual a maioria das crianças e jovens são submetidos, mas é uma agressão séria e que precisa ser analisada de perto. “Tanto quem sofre como quem pratica precisa ser encaminhado para avaliação multidisciplinar”, completa.