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Tremor de terra assusta moradores de Congonhas, na Região Central de Minas

Publicado em 26/11/2019 às 07:24Atualizado em 18/12/2022 às 02:13
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Divulgação Prefeitura de Congonhas

Tremor de 3,2 graus na escala Richter assustou moradores da cidade de Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, na noite desta segunda-feira (25). O epicentro foi em Belo Vale, na mesma região. A cidade de Congonhas já vive apreensiva e alerta por conta da Barragem Casa de Pedra, da mineradora CSN, uma das maiores de mineração localizada em área urbana. Apesar do susto, a CSN disse que o abalo sísmico "não causou nenhuma anomalia na estrutura da barragem”.

Segundo o Corpo de Bombeiros, houve várias ligações para a corporação, mas nenhum acionamento para resgate de vítimas. O tremor foi sentido em vários pontos da cidade, por volta das 20h30.

O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Unb), Marcelo Rocha, confirmou o tremor ao jornal Estado de Minas, mas descartou problemas mais graves em decorrência do abalo. “Um tremor dessa magnitude (3,2 graus) causa mais susto mesmo. As consequências em determinado ponto dependem muito da distância entre o epicentro do tremor e o lugar observado. Não há motivo de pânico. A Defesa Civil que orienta os moradores de maneira mais precisa sobre o que deve ser feito”, declarou.

Marcelo Rocha ainda explica que o tremor registrado em Congonhas deve ser sucedido por outros, as chamadas “réplicas”, cujos graus de intensidade são inferiores ao primeiro abado. “A recomendação é que os moradores fiquem tranquilos e não tenham nenhuma atitude de pânico. A liberação de maior energia já aconteceu no primeiro tremor. Pode ser que venha ocorrer alguma réplica, mas, em geral, tem uma menor liberação de energia”, explicou o especialista. Barragem Casa de Pedra

A barragem da mineradora CSN tem um maciço com aproximadamente 76 metros de altura, com capacidade de acumular cerca de 50 milhões de metros cúbicos de rejeito segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), sendo classificada como classe 6 – a mais alta em categoria de risco e de dano potencial associados.

Apesar disso, a CSN descarta que o tremor tenha causado anomalia na estrutura da barragem. “Também não houve nenhum dano nas demais estruturas da unidade CSN Mineração”, afirmou a mineradora, que ainda informou que equipes monitoram a situação.

Em nota, a prefeitura de Congonhas informou que fez contatos com diversas pessoas para verificar a origem do fenômeno, se de ordem natural ou provocada por algum acidente. Uma equipe da Prefeitura segue monitorando informações sobre a segurança das estruturas de barragens. A primeira preocupação foi com a condição de estabilidade da estrutura da Barragem Casa de Pedra, que é a mais próxima da área urbana.

*Com informações do Estado de Minas

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