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Tribunal do Júri desqualifica crime e réu ganha liberdade

Conselho de sentença reconheceu que réu praticou homicídio culposo contra o ex-sogro, o ferreiro Antônio Fernandes de Oliveira, 74 anos, ou seja, sem intenção de matar

Daniela Brito
Publicado em 25/04/2013 às 00:05Atualizado em 19/12/2022 às 13:25
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Após ser submetido pela segunda vez a júri popular, o mecânico José Roberto Silva saiu ontem em liberdade do Fórum Melo Viana. O conselho de sentença reconheceu que o réu praticou homicídio culposo contra o ex-sogro, o ferreiro Antônio Fernandes de Oliveira, 74 anos, ou seja, sem intenção de matar.   Com isso, o juiz presidente do Tribunal do Júri, o juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal, Fabiano Garcia Veronez, arbitrou a pena em um ano de prisão em regime aberto. Logo após a leitura da sentença foi expedido o alvará de soltura para o mecânico, que desde a época do crime, em novembro de 2008, se encontrava preso na penitenciária de Uberaba. Ele foi defendido pelos advogados Leuces Teixeira de Araújo e Juliana Alves Castejon. O promotor Alcir Arantes atuou na acusação.   Na primeira vez que enfrentou o julgamento popular, um ano após o assassinato, José Roberto foi condenado a doze anos de prisão. Na época, jurados ainda reconheceram que o mecânico teria dificultado a defesa da vítima, porém a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A decisão também determinou que o réu fosse submetido a um novo júri popular – o qual ocorreu ontem no Fórum Melo Viana.   O crime aconteceu na casa da vítima, na rua São Caetano, Vila São Vicente. José Roberto partiu para violência, esfaqueando o amigo por entender que o ferreiro estaria demorando a atender seu pedido de ver o filho, que estaria na residência do avô. Conforme consta nos autos, o réu teria ingerido bebida alcoólica no dia dos fatos, sendo preso em flagrante tendo ainda nas mãos a faca que usou para esfaquear o ex-sogro.   Na próxima terça-feira (30), o Tribunal do Júri reúne-se pela última vez no mês para o julgamento do vaqueiro Jerry Adriano de Carvalho, vulgo “Dequinha”, acusado de homicídio qualificado do padrasto Manoel Pereira de Melo, ocorrido em fevereiro de 2007 em Delta.

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