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Tribunal do Júri inaugura nova sede do Fórum em 26 de novembro

Agendado o primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri no novo Fórum. Será dia 26 de novembro, tendo dois homens no banco dos réus: Danilo Jesus do Nascimento e Regis Ferreira Novais

Daniela Brito
Publicado em 24/10/2015 às 08:03Atualizado em 16/12/2022 às 21:38
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Foto/Arquivo

Transferência do Fórum Melo Viana para novo prédio está programada para o início do próximo mês

Agendado o primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri no novo Fórum da comarca de Uberaba. Será no dia 26 de novembro, tendo dois homens no banco dos réus: Danilo Jesus do Nascimento e Regis Ferreira Novais. Eles são acusados de homicídio e ocultação de cadáver de contra Devanir Ferreira da Silva, em crime ocorrido no dia 3 de maio de 2012.

Ano passado, os dois foram condenados por latrocínio – roubo seguido de morte – e sentenciados a pena de vinte e um anos de prisão em regime fechado pelo juiz Fabiano Garcia Veronez, titular da 2ª Vara Criminal. Porém, a defesa recorreu da decisão e, com isso, houve a reforma da sentença, com a desclassificação do crime, sob o entendimento de que os fatos narrados na denúncia caracterizam homicídio, cuja competência de julgamento é do Tribunal do Júri.

Os réus terão a defesa feita pelos advogados Alceu Dias Júnior e João Alonso Camargos. Já a acusação está nas mãos do promotor de Justiça Roberto Pinheiro da Silva freire.

Conforme a denúncia, a vítima estava em um bar, instalado na avenida Deputado Marcus Cherém, onde teria ingerido bebida alcoólica ao lado dos dois acusados – e algumas mulheres. Na ocasião, ele passou a alardear que teria efetuado transação imobiliária que lhe rendeu R$15 mil em comissão. As declarações teriam sido a motivação do crime. Após beber, o grupo teria combinado de seguir até a cachoeira, onde permaneceram até a manhã seguinte. Quando os homens passaram a consumir drogas, as mulheres pediram para ir embora, o que foi prontamente atendido. Danilo levou as mulheres e retornou ao local, onde os denunciados agrediram a vítima até a morte. Em seguida, eles fugiram levando algum dinheiro e o carro do corretor – que foi localizado próximo ao bairro de Lourdes.

O corpo só foi encontrado após o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) receber denúncia anônima de que havia ocorrido um homicídio e o corpo estaria na cachoeira próximo ao conjunto Alfredo Freire. No local, os policiais encontraram apenas um par de sapatos, que foi reconhecido pela família como de Devanir. Porém, após as buscas, o corpo foi localizado submerso. Devanir estava vestindo somente calça jeans.

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