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UFMG começará a testar vacina contra a Covid em pessoas até dezembro

Publicado em 03/08/2021 às 13:47Atualizado em 18/12/2022 às 15:19
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Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) devem começar até dezembro as primeiras aplicações da candidata a vacina SpiNTec em seres humanos, nos chamados testes clínicos (fases 1 e 2). A estimativa foi informada ao Estado de Minas pelo professor Unaí Tupinambás, que participa dos estudos conduzidos pelo CTVacinas, o centro de desenvolvimento de imunizantes da UFMG.

É justamente nessa etapa do cronograma que devem ser investidos os R$ 30 milhões em repasses da Prefeitura de BH. Emendas parlamentares de deputados estaduais e federais, que somam R$ 3 milhões, também vão compor esse estágio do cronograma. Esse será o segundo grande recurso recebido pela UFMG para desenvolvimento da vacina. Na fase pré-clínica, na qual os pesquisadores conduziram estudos com animais, a universidade desempenhou aportes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

A partir desses recursos, os cientistas conduziram os estudos em camundongos, hamsters e primatas. Diante da alta taxa de sucesso, encaminharam um relatório à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na sexta-feira para pedir autorização da execução das fases 1 e 2.

Na prática, a primeira fase tem o objetivo de demonstrar a segurança do imunizante. Para isso, a UFMG vai reunir 40 voluntários. Já na segunda etapa, serão cerca de 300 voluntários convocados, com o intuito de estabelecer se a fórmula provoca ou não uma resposta imune ao novo coronavírus no corpo humano.

Nos dois passos, os participantes serão pessoas vacinadas com as duas doses da CoronaVac (Instituto Butantan/Sinovac Biotech). Portanto, a meta é fazer a SpiNTec se tornar uma dose de reforço, uma terceira aplicação. 

Antes da disponibilização do produto à população, ainda há uma terceira fase, a última antes do registro sanitário. O objetivo é demonstrar a eficácia da vacina em milhares de pessoas, geralmente de diferentes perfis do público-alvo, para monitorar possíveis reações adversas.

Essa terceira fase ainda não tem preço definido. O custo estimado é de R$ 300 milhões. O fato de a SpiNTec ser uma dose de reforço faz com que os pesquisadores ainda não tenham definido a despesa exata da última etapa. 

Os custos das vacinas para os cofres públicos ainda são incertos. O secretário de Pesquisa e Formação Científica do ministério, Marcelo Morales, disse no domingo que, por enquanto, o valor ainda não está definido, mas “certamente estará dentro dos custos que as outras vacinas estão sendo compradas”. No total, a UFMG tem sete projetos em andamento para produção de vacinas contra a COVID-19. Porém, o mais adiantado deles é o da SpiNTec. 

Caso os estudos clínicos avancem as três fases e a vacina receba o aval sanitário da Anvisa, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) entra na conversa. O objetivo é produzir as doses da SpiNTec nas dependências da Funed, no Bairro Gameleira, Região Oeste de Belo Horizonte.

*Com informações do Estado de Minas

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