Entre os fatores de risco para a doença estão a hereditariedade, a obesidade e a falta de atividade física
O mês de março já está chegando ao fim, mas a luta contra o câncer não pode parar. O Março Marinho incentiva a prevenção e detecção precoce do câncer colorretal, doença silenciosa que abrange tumores malignos que acometem um segmento do intestino grosso, ou seja, o cólon e o reto, localizado na extremidade inferior do trato digestivo. Esse tipo de tumor é um dos mais frequentes do Brasil, sendo o terceiro mais recorrente entre os homens e o segundo, entre as mulheres, chegando até mesmo a ultrapassar as estatísticas do câncer de colo de útero.
Segundo a oncologista Karen Bento Ribeiro, esse é um câncer multifatorial, influenciado minimamente por fatores genéticos e, principalmente, por fatores relacionados ao estilo de vida. “O câncer colorretal é adquirido, por isso é tão importante a prevenção, para evitar sua detecção tardia”, aconselha.
Nesse sentido, quem tem mais de 50 anos está mais propenso a adquirir o câncer colorretal. Pessoas nessa faixa etária devem fazer acompanhamento preventivo mesmo sem ter histórico familiar. Também são fatores de risco a hereditariedade, a obesidade e a falta de atividade física.
O surgimento de alguns sintomas é sinal de alerta. Dentre eles destacam-se a anemia de origem indeterminada e mudanças no hábito intestinal, como diarreia, cólicas, sangramento nas fezes e/ou no ânus. Esses sinais podem ainda vir acompanhados de náuseas, vômito e dores para evacuar.
Para a oncologista, a prevenção é sempre o melhor tratamento. Karen Ribeiro ainda aconselha algumas mudanças de hábitos, como dieta rica em fibras, através da ingestão de frutas, verduras, cereais, grãos e sementes, bem como a prática de atividades físicas, evitar o consumo de álcool, carnes processadas e não ultrapassar o consumo semanal de 300 gramas de carne vermelha.
Karen Bento Ribeiro explica que, quando há duas ou mais gerações acometidas pelo câncer colorretal, é preciso orientação ainda mais precoce do oncologista, a fim de analisar os riscos de desenvolvimento da doença. “Recomenda-se procurar a prevenção 10 anos antes da idade de diagnóstico do familiar, quando deve ser feita a colonoscopia. Por exemplo, se meu pai teve o câncer colorretal com 40 anos, eu, com 30, preciso fazer a colonoscopia”, explica.