GERAL

Vacina evita a transmissão e a contaminação por doenças

A enfermeira Flávia Carneiro afirma que, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a chance de propagação de doenças

Thassiana Macedo
Publicado em 08/05/2016 às 10:53Atualizado em 16/12/2022 às 18:59
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Foto/Marcos Paulo

A enfermeira Flávia Carneiro afirma que, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a chance de propagação de doenças

Feitas com micro-organismos ou parte deles, como bactérias ou vírus, enfraquecidos ou mortos, ou produzidas através de engenharia genética, as vacinas visam a evitar a transmissão de doenças, podendo até resultar no desaparecimento de algumas, como a poliomielite. O que poucas pessoas se lembram é que a vacinação não é prioridade apenas para crianças.

Segundo a enfermeira Flávia Cristina Nunes Carneiro, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a chance de propagação de doenças. “O vírus da gripe sofre mutações e a cada ano é desenvolvida uma vacina com os vírus em circulação. Para diminuir o custo da vacina, ela não contém adjuvantes, que prolongam a imunidade. Como a proteção produzida pela vacina da gripe é de curta duração, é fundamental vacinar-se anualmente contra a doença, e não de vez em quando”, frisa.

A especialista explica que a maioria das vacinas, incluindo a da gripe, pode oferecer reações como dor local e febre, habitualmente nas primeiras 24 horas até no máximo 72 horas após a aplicação, incômodo que não se compara aos benefícios da proteção.

Por isso, Flávia Carneiro alerta sobre o erro cometido por quem decide não se vacinar contra a gripe, acreditando sempre ficar gripado após receber a dose. “É mito! Como a vacina da gripe é feita de vírus mortos, não existe possibilidade de desenvolver a doença. O que pode acontecer é a pessoa já ter entrado em contato com o vírus, principalmente neste ano que o vírus chegou mais cedo ao Brasil, e desenvolver a gripe coincidentemente após a vacinação, já que a imunização acontece de dez a 14 dias após a aplicação da dose. Por isso, é importante se vacinar o quanto antes para garantir proteção na época de maior circulação do vírus”, ressalta.

A enfermeira afirma que, desde 2015, os laboratórios disponibilizam dois tipos de vacina contra a gripe. “A quadrivalente protege contra um tipo a mais de vírus – o influenza B, causador da gripe comum – em relação à trivalente, mas as duas imunizam contra o H1N1. Sempre que possível, é indicado dar preferência à vacina quadrivalente, pela cobertura mais ampla de tipos de vírus”, completa Flávia Carneiro. 

 

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