Foto/Tv Tribuna
Movimento já é registrado em Santos durante essa semana
Apesar da pandemia da Covid-19 não ter chegado ao fim, muitas pessoas optaram por viajar durante as festas de final de ano, o que, inclusive, está gerando pontos de aglomerações em cidades turísticas. Contudo, para aqueles uberabenses que ainda vão pegar a estrada e, especificamente ir para a praia, é importante não só seguir as normas de segurança sanitária, como também se atentar para as condições das estradas.
No Espírito Santo, a cidade de Vila Velha registrou movimento alto nas praias desde o início do verão. Guarapari também ficou mais movimentada). O município, muito procurado por turistas durante as festas de fim de ano e o verão, é o único da Grande Vitória classificado em risco alto para o contágio pelo coronavírus.
Já no litoral paulista, as cidades da região litorânea da Baixada Santista decidiram fechar as praias nos dias 31 e 1 para evitar aglomerações. Porém, contradizendo o estado, elas decidiram juntas descartar o retorno à Fase Vermelha, que fecha o comércio não essencial, serviços, restaurantes, bares, salões de beleza e entre outros. Ainda assim, o movimento na região já é grande. Durante o Natal, as praias da Baixada ficaram lotadas, sem distanciamento entre as pessoas e com uso de máscaras restrito à minoria dos banhistas. A Baixada é composta por Santos, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, Cubatão, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e São Vicente. Ubatuba também registrou praias lotadas durante o feriado.
Conforme apurado pelo veículo Estado de Minas, no estado mineiro, 58,7% da extensão de BRs e MGs se encontram em estado de atenção e cuidado nestes trajetos. São buracos, obras, barrancos que podem desabar e soterrar veículos e pessoas.
Estradas
Os trechos mais críticos e perigosos são os que têm como destino o litoral do Espírito Santo. A BR-381 foi justamente apelidada de Rodovia da Morte devido ao grande número de acidentes, principalmente nos 109 quilômetros entre o Anel Rodoviário de BH e João Monlevade. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) não recomenda a utilização de outro segmento importante para esse destino, a rodovia BR-262, por motivos de falta de segurança. A rota é uma das mais acessadas pelos turistas mineiros que procuram destinos como Guarapari (ES).
Devido às recentes tempestades, que causaram instabilidade de encostas ao longo da BR-262, no Espírito Santo, o Dnit recomendou que se evite os 79,7 quilômetros de extensão dessa estrada, principalmente na região serrana, que é mais íngreme. Uma das saídas para evitar a região serrana capixaba seria alongar uma viagem a Guarapari, por exemplo, de 533 para 581 quilômetros – cerca de 40 minutos a mais – seguindo pela BR-356, passando por Muriaé, pelo norte do Rio de Janeiro e ingressando no Sul do Espírito Santo pela rodovia estadual ES-297 para ingressar na BR-101 e chegar ao destino.
Quem opta por fazer a viagem pela BR-381 enfrenta muitos perigos, sobretudo devido às paralisações, desvios, má sinalização e gestão de tráfego ineficiente nos canteiros de obras de duplicação da via, que se arrastam desde 2014.
Uma opção é passar pela BR-356, até Mariana, ingressando nas rodovias estaduais MG-262 e MG-329 até chegar à BR-262, em Rio Casca. Contudo, essa é uma via de pista simples muito estreita, de muitas curvas, com poucos pontos para ultrapassagens e asfalto extremamente degradado, o que se repete na BR-262, seja para quem veio pela BR-381 ou pela BR-356.
Interior mineiro
Para aqueles que não vão para a praia, mas decidiram visitar alguma cidade do interior, vale destacar que, de acordo com informações do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG), há 88 trechos com problemas de trafegabilidade na malha estadual. São 65 segmentos pavimentados com diversos problemas, a maior parte sendo percorrido em meia pista. Outros 23 não são pavimentados e trazem ainda mais preocupações com as chuvas do período. Ao todo, há 29 pontes com limitações ou interdições parciais, sobretudo de tráfego pesado.
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