Nosso fiéis companheiros também precisam de cuidados e preparos para as festas de fim de ano
A época de festividades de Natal e ano novo movimenta muito a rotina de uma família, só que muitos se esquecem de moradores importantes: os pets. Antes mesmo da chegada do novo membro à família é preciso ter mais do que planejamento financeiro e do dia-a-dia com o animal (passeios, necessidades fisiológicas, entre outros). É importante organizar também ausências prolongadas, como viagens.
Segundo uma pesquisa do IBOPE com tutores de animais, 76% dos entrevistados não fizeram nenhuma ação ou mudança em suas casas para receber os animais. Um outro levantamento do Instituto Pet Brasil mostra que 16% dos tutores tiveram problemas com ingestão de substâncias tóxicas e que a maioria das pessoas ainda não possi o hábito de utilizar medicamentos veterinários de forma preventiva, como vermifugar e utilizar remédios anti-pulgas e carrapatos.
Na estrada
Segundo o adestrador Matheus Zago, quem vai viajar necessita ter algumas atenções com os pets. “A primeira coisa importante é fazer um checkup no animal. Até porque se o animal for viajar é importante que esteja com as vacinas em dia e vermifugado. Outro ponto a se atentar é que o veterinário saiba o local onde o animal vai para saber as condições epidêmicas para evitar alguma possível patologia que possa acontecer com ele”, completa Matheus Zago.
Quem fica
Os animais que não vão acompanhar os tutores também devem fazer esses processo, já que vão passar um tempo maior sozinhos ou em um hotelzinho. Os cuidados são os mesmos. Tanto para o próprio bem-estar quanto para o convívio em grupo.
Matheus alerta que é importante preparar os animais que ficarão sozinhos por um grande período, principalmente associando a alguns brinquedos inteligentes, ou seja, que não dependem dos tutores para criar uma interação. “Existem várias opções, como bolinhas, kongs, que podem ser recheados, dispensadores de comida onde os cães devem brincar para o alimento ser liberado e outros”. Ele ainda indica que outra opção para quem vai deixar o cãozinho em casa, é o pet sitter, para estimular a cognição dos cães, passear, realizar os cuidados diários.
Para quem vai pegar a estrada com o pet, o processo acaba sendo menos traumático. O adestrador lembra que o indicado é manter a rotina próxima com a que o animal tinha em casa. Para isso, os tutores devem manter algumas estruturas de relacionamento, como atividades físicas. Os cães que têm medo vão precisar de mais ajuda e aporte emocional em alguns momentos.
Ele dá outra dica também aos cães que usam tapetinhos para fazer suas necessidades. “É preciso condicionar o cachorro, expondo ao contexto do ambiente que ele estiver, estimulando, falando e condicionando ele com recompensas”. Apesar disso, o indicado é começar o treinamento e adaptação alguns meses antes dessas mudanças de rotina.