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O ator hollywoodiano Leonardo DiCaprio criticou a atuação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação às queimadas na Amazônia, nesta quarta-feira (19). A declaração, contudo, não foi vista com bons olhos pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que rebateu a acusação fazendo um convite: "uma marcha de oito horas pela selva".
"Eu gostaria de convidar nosso mais recente crítico, o nosso ator Leonardo DiCaprio, para ele ir comigo a São Gabriel da Cachoeira [no Amazonas] e nós fazermos uma marcha de oito horas pela selva entre o aeroporto de São Gabriel e a estrada de Cucuí", disse Mourão no Fórum Mundial Amazônia+21, debate entre governo e setor produtivo.
Na sexta-feira (14), DiCaprio compartilhou em uma rede social matéria do jornal inglês The Gardian indicando que o número de queimadas na Amazônia brasileira aumentou 28% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O Inpe indica 6.803 focos de incêndio em julho de 2020 contra 5.318 em julho de 2019. Até o dia 18 de agosto deste ano, já são 18.343 focos ativo de queimada na Amazônia. Em todo o mês de agosto de 2019, foram 30.900.
Leonardo DiCaprio havia apontou que: "O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está sob pressão internacional para conter as queimadas, mas ele duvidou publicamente da gravidade delas no passado, alegando que oponentes e comunidades indígenas foram os responsáveis", escreveu Leonardo DiCaprio. "Os incêndios florestais na Amazônia no ano passado foram devastadores o suficiente, mas com o clima mais seco neste ano até agora, assim como a pandemia do coronavírus, que matou mais de 99 mil brasileiros, há uma preocupação crescente de que o desmatamento em curso não esteja recebendo atenção suficiente".
Nesta quarta-feira, Mourão ainda afirmou ainda que o governo brasileiro tem que apresentar resultados porque será cobrado por eles, não por suas intenções. O vice-presidente disse, no entanto, que o Brasil é criticado dentro e fora do país por causa de falta de informação.
"Muita desinformação sobre a Amazônia. Uma primeira coisa que tem que ficar clara: onde ocorre queimada na Amazônia é naquela área humanizada. A floresta não está queimando. No entanto, a imagem que é passada para o resto do Brasil e para a comunidade internacional é que tem fogo na floresta. Não adianta você mostrar o mapa da Nasa, o mapa do Inpe, que a turma não aceita o dado", disse o vice-presidente.
*Com informações Folha de S. Paulo