GERAL

Vendas a prazo têm recuperação e crescem 2,6% no mês de outubro

A movimentação ficou estável em relação a outubro de 2013, assim como no comparativo do acumulado dos dez primeiros meses do ano

Thassiana Macedo
Publicado em 10/11/2014 às 10:03Atualizado em 17/12/2022 às 02:47
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FOTO/ Arquivo

Segundo Miguel Faria, o consumidor uberabense zela pelo nome e, assim, procura sempre estar adimplente no mercado

As consultas para vendas a prazo, que sinalizam o ritmo de atividade no comércio, voltaram a crescer levemente no mês de outubro, em Uberaba. Segundo dados do SPC Uberaba (Serviço de Proteção ao Crédito), órgão mantido em parceria entre CDL Uberaba e Aciu, embora a alta verificada seja de 2,6% na comparação com setembro, a movimentação ficou estável em relação a outubro de 2013, assim como no comparativo do acumulado dos dez primeiros meses do ano.

O número de pessoas incluídas no SPC Uberaba subiu 49,23% em outubro de 2014 em relação ao mesmo mês do ano passado.O número, no entanto, é menor se comparado o acumulado de janeiro até outubro deste ano com o mesmo período de 2013, que segundo o presidente da CDL, Miguel Faria, registrou queda de (-) 4,68% nas inclusões de novos inadimplentes no sistema. “O consumidor uberabense zela pelo nome e, assim, procura sempre estar adimplente no mercado. Nesta situação, consegue fazer melhor negócio. É fundamental que o comerciante faça um cadastro positivo para que cada vez mais concretize vendas com segurança e garantia de recebimento”, avalia o dirigente.

Quanto aos dados de exclusão em Uberaba, o SPC registrou crescimento de 42,86%. Isso significa que mais pessoas saíram do endividamento em outubro deste ano, diante do apurado no mês anterior. Também foi positivo no comparativo entre outubro de 2014 e o mesmo mês de 2013, com alta de 18,59%, com mais consumidores reabilitando crédito para voltar às compras, especialmente para o período do Natal. No entanto, na comparação do acumulado de janeiro até outubro, de 2014 e 2013, houve uma diminuição de (-) 17,22%.

Para o dirigente lojista, o consumidor precisa se controlar no momento de fazer as compras, buscando principalmente prazos menores. Miguel Faria observa que os juros cobrados pelos bancos e cartões de créditos são muito altos, o que dificulta o pagamento do consumidor. Após retração acumulada nos três trimestres deste ano, o varejo tem a expectativa de que nos próximos meses a atividade no comércio volte a apresentar índices melhores em função das festas de fim de ano. O período é marcado pelas contratações temporárias, pagamento de 13º salário e abono salarial.

 

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