De acordo com balanço divulgado pelo indicador mensal do SPC Uberaba (Serviço de Proteção ao Crédito), mantido pela Aciu e CDL Uberaba, vendas a prazo no comércio varejista uberabense se mantiveram estáveis no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2012. Somente na comparação entre junho de 2012 e de 2013 foi possível perceber que o volume de consultas apresentou crescimento de 7,10%, resultado da movimentação gerada pelo Dia dos Namorados.
O presidente da CDL Uberaba, Miguel Faria, observa que o primeiro semestre de 2013 pode ser considerado bastante favorável ao varejo, se comparado ao mesmo período do ano passado. “As consultas permaneceram estáveis e a economia está se adequando aos poucos, a exemplo da inflação que está se acomodando. A emissão de cheques sem fundos também sofreu queda, por isso o comércio pode voltar a aproveitar e receber cheques, mas é claro que o empresário deve fazer uma consulta com antecedência e manter um cadastro atualizado do cliente”.
Ainda segundo o SPC Uberaba, os registros de inadimplência, ou seja, de novos CPFs negativados, também sofreram queda de (-) 24,17% no primeiro semestre em relação a 2012. Na comparação entre junho do ano passado e junho de 2013, as novas inclusões de inadimplentes tiveram diminuição de (-) 28,80%. “Isso significa que o consumidor uberabense está aprendendo a comprar a prazo, ter um consumo mais racional e fazer planejamento orçamentário na tomada de crédito. Isso é muito importante, porque, quando surge a estabilidade, é sinal de que a economia está ficando forte. O comércio vende e, principalmente, recebe”, ressalta.
Já os registros motivados pela emissão de cheques sem fundos também apresentaram redução de (-) 7,69%, de janeiro a junho deste ano. Na comparação do mês de junho de 2012 e de 2013, o resultado seguiu a mesma tendência e fechou em (-) 31,12%. Ainda segundo Miguel Faria, a expectativa é de que, pelo fato de o segundo semestre ser mais aquecido para o comércio, o varejo deve fechar o ano crescendo em torno de 2% a 3%, em comparação ao ano passado.