
A mpox é uma doença viral transmitida por contato direto com lesões ou superfícies contaminadas (Foto/QINQIE99/Shutterstock)
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou sete casos de mpox no estado neste ano. Os dois últimos registros foram notificados na sexta-feira (27/2).
Conforme a pasta, todos os pacientes tiveram a cura da doença. Cinco registros ocorreram em Belo Horizonte, com confirmações em 7/1, 29/1, 24/2 e dois casos na última sexta-feira (27/2). Um caso foi confirmado em 29/1, em Contagem, e um caso foi confirmado no município de Formiga, em 24/2. Todas as confirmações foram em pessoas do sexo masculino, com idade entre 30 e 45 anos. A SES não informou quantos casos foram notificados e que aguardam resultado de exames.
Dados atualizados no último dia 20 pelo Ministério da Saúde apontam que o Brasil tinha 88 casos confirmados da doença. Só em São Paulo eram 63 diagnósticos, enquanto no Rio de Janeiro foram 15 confirmações.
A SES-MG alerta que os principais sinais e sintomas da mpox incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios e fraqueza. Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Para prevenção, recomenda-se evitar contato próximo com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Em situações de assistência, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento é baseado em suporte clínico, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada. Não há, até o momento, medicamento específico para a doença. A estratégia de vacinação prioriza pessoas com maior risco de evolução para formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células/mm³ nos últimos seis meses. A vacina também é indicada para profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e para pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
Fonte: O Tempo