Mulher vítima de violência doméstica não tem onde se abrigar. A denúncia é do advogado Rodrigo Daniel de Resende. De acordo com ele, a comerciante L.S.B. o procurou no último sábado
Mulher vítima de violência doméstica não tem onde se abrigar em Uberaba. A denúncia é do advogado Rodrigo Daniel de Resende. De acordo com ele, a comerciante L.S.B., 30 anos, o procurou no último sábado (por estar sofrendo agressões do ex-marido). A princípio, o advogado recorreu à delegacia de plantão com o intuito de conseguir, em caráter emergencial, um local para acolhê-la, assim como ao filho dela, de onze anos, que está vivenciando toda a situação. Lá, eles foram orientados a buscar ajuda no município. Eles procuraram no domingo (1º) o Centro Integrado da Mulher (CIM) e se surpreenderam ao tomar conhecimento que o órgão, inaugurado recentemente para dar assistência à mulher vítima de violência doméstica, não está funcionando em Uberaba. Em seguida, eles estiveram com a assistente social da UPA São Benedito. A profissional recomendou levar a vítima e o filho dela à casa terapêutica Madre Teresa de Calcutá, no Jardim Espírito Santo - destinada ao tratamento de dependentes químicos. No entanto, eles também não conseguiram abrigo no local. Diante das recusas, ela retornou à casa onde o ex-marido, o técnico em eletrônica D.G.M, 37, também vive e se recusa a sair. Lá, ele deu continuidade às agressões físicas na noite de domingo e na manhã desta segunda-feira (2). Novamente, ela chamou a Polícia Militar, que, segundo o advogado, entendeu que o homem não estava em “situação de flagrante” e não fez nada em relação à situação. O advogado revela que pretende entrar com a medida protetiva para conseguir o afastamento do ex-marido do lar e cessar as agressões, mas precisa colocar a cliente em um local seguro. L. não possui parentes na cidade e nem lugar para se refugiar. Inclusive, Resente também ligou na “Central de Relação da Mulher”, serviço do governo federal. “Lá, disseram que o município deveria encaminhá-la à cidade vizinha mais próxima. Não sabemos mais a quem recorrer”, diz. Em entrevista ao Jornal da Manhã, a mulher diz que se sente correndo risco de que algo mais grave lhe aconteça e se sente desprotegida. Segundo ela, o ex-marido, com quem vive há onze anos, cortou os fios do telefone, da geladeira e da televisão. Ela também não está indo trabalhar devido às agressões.