Mais de seis anos de reclusão para elemento flagrado pela polícia ao fugir de mercearia que acabava de assaltar.
Mais de seis anos de reclusão para elemento flagrado pela polícia ao fugir de mercearia que acabava de assaltar. Sentença contra Flávio Silveira Nunes também determina que ele indenize as vítimas na proporção do que foi roubado e não restituído. A decisão é de primeira instância, dela cabendo recurso ao Tribunal de Justiça. Entretanto, foi negado ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Flávio foi surpreendido por uma viatura da Polícia Militar no momento em que acabava de assaltar uma mercearia na rua João Pinheiro, 999. O assalto foi na noite de 27 de agosto de 2008, por volta de 21h30. Consta no processo que Flávio contava com a retaguarda de outras três pessoas, sendo um menor que dirigia a moto usada para chegar ao local, bem como um Gol, ocupado por um casal que estaria dando retaguarda nas proximidades da mercearia, onde estavam sete pessoas, incluindo o dono do estabelecimento.
Uma das vítimas gritou, pedindo socorro, assim que viu uma viatura policial passando na rua. Flávio tentou correr até seus comparsas, mas acabou ficando para trás, ainda que a arma, dinheiro e celular roubados tenham desaparecido. Acredita-se que tenha sido levado por aqueles que conseguiram fugir do local do crime.
Na delegacia, o réu chegou a confessar a prática do assalto, alegando que precisa de dinheiro para pagar seu advogado. Mas, na presença do juiz, teria mudado a versão, alegando que acabou envolvido na confusão por estar passando na calçada no momento dos fatos. Entretanto, não convenceu, pois foi reconhecido por duas vítimas. Também foi fundamental o depoimento prestado pelo PM Jorge Roldão, detalhando o que presenciou naquela noite.
Conforme a sentença do juiz Wagner Guerreiro, atualmente respondendo pela 3ª Vara Criminal de Uberaba, o réu deve cumprir seis anos e dois meses de reclusão em regime semiaberto, bem como foi condenado a pagar os 60 reais que tomou da vítima Arlei Antônio Resende de Lima, mais R$ 200 para Rodrigo Ferreira Oliveira, que ficou sem seu celular.