Dando continuidade à pauta de julgamento pelo Tribunal do Júri, hoje uma mulher estará sentada no banco dos réus, no Fórum Melo Viana
Fot Arquivo
Jogador de futebol Vilmar Fernandes de Lima, o “Belmar”, morreu sete dias após ser internado
Dando continuidade à pauta de julgamento pelo Tribunal do Júri, hoje uma mulher estará no banco dos réus, no Fórum Melo Viana. A pauta pertence à 3ª Vara Criminal.
Adriana Aparecida Pires será julgada pelo homicídio do marido, o ex-jogador de futebol Vilmar Fernandes de Lima, o “Belmar”. O crime ocorreu na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2003, no imóvel onde o casal morava. Pela denúncia, a vítima foi morta com golpes de vassoura em razão de uma fratura de 25 centímetros no crânio, visto que ambos haviam discutido antes de se deitar.
Adriana nega o crime e desde então sustenta a mesma versão. Ela diz que ouviu um barulho após o marido se levantar para tomar água e, quando foi conferir, o encontrou inconsciente, no chão, sangrando pelo nariz e boca. A vítima foi encaminhada ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), onde faleceu sete dias depois, sem recobrar os sentidos. A defesa, desempenhada pelo criminalista Tiago Leonardo Juvêncio, deve utilizar como tese a negativa de autoria. Uma prova acostada nos autos reforça este entendimento, afirma o advogado, garantindo ainda que a cliente é inocente.
Já a acusação, que está sob a responsabilidade da promotora de Justiça Silvana da Silva Azevedo, deve pedir pela condenação por homicídio qualificado, por motivo fútil. Isso porque as investigações mostraram sangue em vários cômodos da casa, lavada assim que Belmar foi levado ao hospital, mas revelado através da utilização de Luminol pelo delegado Heli Andrade, que teria concluído pelo envolvimento de Adriana na morte.
O júri popular, que tem início às 9h, será presidido pela juíza Juliana Miranda Pagano.