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Zema não acredita em mais sobreviventes à tragédia de Brumadinho

'Vamos encontrar somente corpos', disse o governador, em entrevista

Publicado em 26/01/2019 às 09:23Atualizado em 17/12/2022 às 17:38
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Divulgação BBM

Governador Romeu Zema (Novo) disse, em entrevista na noite de sexta-feira (25), que as chances de encontrar mais sobreviventes da tragédia de Brumadinho são mínimas. “Vamos resgatar somente corpos”, lamentou ele. 

O governador comparou o cenário atual com a tragédia de Mariana, que aconteceu em 2015. “O vazamento tem uma característica diferente daquele que aconteceu em Mariana que foram centenas de quilômetros. Este teve um maior número de vítimas, mas vai ficar territorialmente mais limitado”, disse o governador. 

Até a noite de sexta, o governo estadual havia confirmado a morte de ao menos sete pessoas atingidas pela lama. Nove pessoas haviam sido retiradas com vida da lama, e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas, ainda segundo o governo. Dados repassados pela Vale ao governador indicaram que havia 427 pessoas na sede da mineradora onde a barragem cedeu. Ao menos 279 foram resgatadas vivas do local. 

Zema encerrou o pronunciamento dizendo que a hora não é de apontar culpados. “Neste momento não estamos apurando causas. Este não é o foco. Estamos fazendo o atendimento aos afetados”, disse. As buscas continuarão ainda por mais alguns dias e contam, inclusive, com apoio uberabense. Embarcou na noite de ontem equipe de busca, resgate e salvamento com cães composta pelos cães Angel e Santa e os guias Sargento Thales, Cabo Italo, Cablo Alécio e Cabo Heitor. Os helicópteros Arcanjo do Corpo de Bombeiros Militar decolaram nesta manhã (26) para continuar as buscas, inclusive o Arcanjo 6, de Uberaba. 

Segundo informações do 8º BBM, em Uberaba, em ocorrências deste tipo, os cães de busca e salvamento são sempre os primeiros a acessarem as áreas atingidas. “O faro apurado permite realizar uma busca 15 vezes mais rápida que um bombeiro humano,

e assim, cobrir rapidamente uma área muito grande. Isso é fundamental nas primeiras horas após o acidente. A exclusão de áreas é fundamental para que sejam concentradas as buscas nos pontos em que os cães indiquem sinais mais robustos”, declarou a corporação, em nota à imprensa. Governo de MG determina suspensão das atividades da Vale em Brumadinho

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais determinou a suspensão imediata de todas as atividades da mineradora Vale na região de Brumadinho, onde uma barragem se rompeu no início da tarde de ontem (25). Por meio de nota, o órgão informou que também determinou a abertura imediata de um canal onde houve acúmulo de sedimentos que interrompem o fluxo natural do curso d’água.

De acordo com o comunicado, foi determinado ainda o rebaixamento do nível do reservatório da barragem VI, que transbordou após o rompimento da barragem B1. Outra medida estabelecida pela secretaria foi o monitoramento da qualidade da água no Rio Paraopeba, que abastece a região. Também haverá monitoramento, em tempo integral, das estruturas remanescentes da barragem, com comunicação imediata ao centro de comando e equipes que estiverem em campo.

A secretaria informou que a barragem B1 começou a operar em meados dos anos 70 e estava licenciada. Desde 2015, o local não recebia mais rejeitos. De acordo com o governo estadual, a Vale solicitou licença ambiental para desativar a estrutura e o documento foi aprovado pelo Conselho Estadual de Política Ambiental em dezembro de 2018, “seguindo todos ritos e procedimentos vigentes”.

“O órgão não autorizou a disposição de rejeitos, mas a retirada de todo material depositado e posterior recuperação ambiental da área”, destacou o comunicado. O volume de material disposto na barragem B1 era de aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro.

A secretaria informou que a barragem B1 começou a operar em meados dos anos 70 e estava licenciada. Desde 2015, o local não recebia mais rejeitos. De acordo com o governo estadual, a Vale solicitou licença ambiental para desativar a estrutura e o documento foi aprovado pelo Conselho Estadual de Política Ambiental em dezembro de 2018, “seguindo todos ritos e procedimentos vigentes”.

“O órgão não autorizou a disposição de rejeitos, mas a retirada de todo material depositado e posterior recuperação ambiental da área”, destacou o comunicado. O volume de material disposto na barragem B1 era de aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro.

A estrutura da barragem tinha área total de aproximadamente 27 hectares e 87 metros de altura. A competência para fiscalizar a segurança das barragens de mineração é da Agência Nacional de Mineração (ANM), conforme estabelecido na Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/2010). Ainda segundo a legislação, a responsabilidade pela operação adequada desse tipo de estrutura é do empreendedor.

Em nota, a ANM informou que a barragem B1 era uma estrutura destinada à contenção de rejeitos, de porte médio e que não apresentava pendências documentais. Em termos de segurança operacional, o local estava classificado na categoria de risco baixo e de dano potencial associado alto – em função de perdas de vidas humanas e dos impactos econômicos sociais e ambientais. (Agência Brasil)

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