Um caso envolvendo adolescentes e uso de substância semelhante à cocaína dentro de uma escola estadual de Uberaba reacendeu o debate sobre a exposição de jovens às drogas e a necessidade de fortalecer ações preventivas no ambiente escolar. A ocorrência foi registrada na tarde de terça-feira (16). Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que a direção da unidade acionou imediatamente a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes envolvidos.
As informações sobre o caso foram divulgadas inicialmente pelo Programa Hélio Júnior, da Rádio JM. Segundo o registro policial, duas adolescentes foram encontradas no banheiro da escola com um pino vazio contendo resquícios de substância semelhante à cocaína, o que deu início às apurações da Polícia Militar.
De acordo com o boletim de ocorrência, as estudantes foram encaminhadas para a direção da escola, que acionou os responsáveis legais e solicitou o apoio da Polícia Militar. Durante os levantamentos realizados no local, uma das adolescentes relatou ter adquirido a substância de outro estudante e convidado uma colega para acompanhá-la. A outra jovem afirmou que não sabia o que ocorreria quando foi levada ao banheiro.
A partir das informações colhidas pelos militares, as investigações avançaram para a identificação de um adolescente apontado como responsável pela venda da substância. Conforme o relato registrado pela polícia, ele teria adquirido pinos semelhantes à cocaína e levado um deles para a escola.
Ainda segundo a ocorrência, o adolescente relatou aos policiais que realizava entregas de drogas a pedido de um homem adulto. Com base nessas informações, equipes da Polícia Militar realizaram diligências e localizaram um suspeito no bairro Nossa Senhora de Lourdes.
O caso resultou no registro de ocorrência por tráfico de drogas e corrupção de menores. Os envolvidos e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Plantão para as providências cabíveis.
Em nota encaminhada ao Jornal da Manhã, a Secretaria de Estado de Educação informou que todas as medidas previstas para situações dessa natureza foram adotadas pela direção da escola assim que o fato chegou ao conhecimento da unidade.
Além do acionamento da Polícia Militar e do Conselho Tutelar, os responsáveis pelos estudantes foram convocados para uma reunião com a direção escolar para tratar do ocorrido.
A SEE/MG informou ainda que o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), formado por psicólogo e assistente social, foi acionado para desenvolver ações voltadas à convivência escolar e ao fortalecimento da prevenção ao uso de álcool e outras drogas.
Segundo a pasta, o trabalho será realizado em complemento às atividades pedagógicas já desenvolvidas pela instituição de ensino e tem como objetivo orientar os estudantes sobre os riscos associados ao consumo de substâncias ilícitas.
A Secretaria de Educação reafirmou, por fim, o compromisso com a manutenção de ambientes escolares seguros, acolhedores e democráticos. Em nota, a pasta destacou que continuará atuando "com firmeza, responsabilidade e sensibilidade para garantir que situações como essa sejam prevenidas e tratadas com todo o cuidado necessário".
O caso segue sob apuração das autoridades competentes.