FRAUDE MILIONÁRIA

Advogada de Uberaba é alvo de operação que apura fraudes milionárias contra plano de saúde de SC

Mandado foi cumprido em condomínio de alto padrão; investigação aponta esquema com cirurgias superfaturadas e bloqueio de até R$ 10 milhões

Publicado em 10/04/2026 às 09:27
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De acordo com a corporação, o esquema consistia em usar negativas administrativas do plano para, em seguida, judicializar os pedidos cirúrgicos (Foto/Divulgação PCSC)

De acordo com a corporação, o esquema consistia em usar negativas administrativas do plano para, em seguida, judicializar os pedidos cirúrgicos (Foto/Divulgação PCSC)

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação interestadual para investigar um esquema de fraudes milionárias contra o SC Saúde, plano de assistência dos servidores públicos catarinenses. Entre os alvos está uma advogada de Uberaba, onde foi cumprido mandado de busca e apreensão.

Batizada de Dose Extra, a operação teve origem em auditoria interna no próprio SC Saúde, que identificou indícios de irregularidades em procedimentos custeados pelo plano e encaminhou o material para apuração policial.

A investigação apura suspeitas de superfaturamento em cirurgias, principalmente procedimentos de coluna por via endoscópica, além de irregularidades no fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais. Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado seria formado por médicos, empresários e advogados que atuariam de forma articulada.

De acordo com a corporação, o esquema consistia em usar negativas administrativas do plano para, em seguida, judicializar os pedidos cirúrgicos. Nos processos, eram apresentados orçamentos com sobrepreço injustificado. As evidências reunidas também apontam que empresas indicadas como fornecedoras, embora com nomes distintos, pertenciam ao mesmo grupo econômico, numa estratégia para simular concorrência e mascarar o superfaturamento.

Um dos casos analisados aponta que uma cirurgia inicialmente estimada em cerca de R$ 29 mil teria gerado pagamento superior a R$ 600 mil. Até o momento, a análise de 33 procedimentos indica prejuízo estimado em R$ 6 milhões aos cofres públicos, valor calculado até meados de junho de 2025 e que ainda pode aumentar com o aprofundamento das investigações.

No braço da operação em Uberaba, a diligência ocorreu em imóvel localizado em condomínio de alto padrão na região da AMG-2595, antiga avenida Filomena Cartafina. 

Ao todo, a Justiça autorizou 31 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores até R$ 10 milhões, da apreensão de 35 veículos, duas motos aquáticas e uma embarcação. Cinco empresas investigadas também ficaram proibidas de contratar com o Estado de Santa Catarina.

Os investigados são apurados, em tese, por organização criminosa e estelionato majorado. Todo o material documental e telemático apreendido será submetido à perícia e analisado pela Delegacia de Combate à Corrupção para individualização das condutas e identificação de outros possíveis envolvidos.

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