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Corpo de mulher com rosto desfigurado é encontrado em vala no Residencial Mangueiras

Carlos Paiva
Publicado em 03/11/2023 às 09:59
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Corpo de Bombeiros prestou apoio na retirada do corpo da vala (Foto/Reprodução)

Corpo de uma mulher em estado de decomposição, com o rosto desfigurado e bastante inchado, foi encontrado em uma vala, no meio de uma mata, no final da rua Estherina Rossi, no Residencial Mangueiras, na tarde de quinta-feira (2). O corpo não foi identificado, mas há suspeita de que seja de uma usuária de drogas, de 35 anos. Ela teria sido muito agredida e arrastada por um casal, que a levou até o local onde foi encontrada morta. O caso vai ser investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com uma testemunha, ela teria entrado na mata em busca de brotos de bambu, momento em que encontrou o corpo da mulher em estado de decomposição. Policiais militares do 4º BPM entraram na mata e localizaram o corpo a aproximadamente 50 metros para dentro, em uma vala.

O corpo estava em estado de decomposição avançado, com o rosto desfigurado e bastante inchado, só sendo possível identificar que se tratava de uma mulher devido à vestimenta (vestido estampado), e também devido ao fato de haver bastante cabelo. O local foi isolado.

Perita criminal da Polícia Civil compareceu no local, colheu evidências e fez imagens para confecção de laudo pericial. Não foi possível informar se o corpo apresentava algum sinal de violência, causa ou a data exata da possível da morte, sua identidade e nem há quantos dias estava naquele local.

Militares do Corpo de Bombeiros apoiaram na retirada do cadáver do mato. O corpo foi levado para o IML de Uberaba pelo carro de transporte da Polícia Civil, onde passou por necropsia.

Policiais militares saíram pelo bairro em busca de informações que pudessem ajudar a identificar a vítima. Testemunhas disseram que, na rua Maria Conceição Silva, local conhecido por ser ponto de venda e uso de drogas, no sábado (28), havia ocorrido uma briga envolvendo um homem e duas mulheres. Uma das mulheres teria sido espancada e arrastada pela rua. Ela estava com o rosto sangrando muito. O local onde a mulher teria sido agredida é próximo a mata onde foi encontrado o corpo.

Uma testemunha indicou para os policiais uma casa, na rua Oswaldo Pagliaro, onde morava o ex-namorado da mulher espancada. No local, o morador, de 36 anos, disse que não a vê há vários dias e ainda que ouviu falar nas ruas que ela havia sido espancada na rua Maria Conceição Silva.

Na casa citada por testemunhas como sendo o local onde uma mulher teria sido agredida, os militares encontraram uma testemunha, de 34 anos, que a princípio disse que não sabia de nada, mas em seguida revelou que uma mulher teria matado outra, mas não teria sido na sua casa e sim na rua. Ele também disse que, no sábado (28), a mulher agredida estava com a cabeça sangrando.

Essa mesma testemunha disse ainda que a mulher teria sido socorrida por uma ambulância. Ela foi levada para uma das UPAs, e quando retornou, uma mulher, de 29 anos, e um homem, de 24, agrediram-na até a morte e a arrastaram até o local onde seu corpo foi encontrado na quinta-feira (2). Ele também alegou que várias pessoas viram as agressões. O relato desta testemunha foi gravado pela câmera corporal na farda de um dos militares.

O casal apontado não foi localizado.

Em uma ocorrência registrada por uma guarnição da Polícia Militar, na quarta-feira (1º), um dos envolvidos disse que um traficante havia linchado uma usuária de drogas.

Os militares também estiveram na casa da mulher agredida, na rua Islândia, mas ninguém atendeu a porta. O registro policial indicando a possibilidade de que o corpo encontrado na mata seja o da mulher agredida e arrastada foi encaminhado a DHPP para instauração de inquérito policial. 

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