Mulher de 61 anos foi vítima de estelionato em Uberaba após ser convencida por criminosos que se apresentaram como advogado e promotor de Justiça. Durante a ação, foram efetuados pagamentos de boletos, transferências bancárias para terceiros e a contratação de uma linha de crédito no valor de R$23.862,00. A ocorrência foi registrada na terça-feira (18), às 18h, na avenida Almirante Barroso, no bairro Fabrício.
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Militar após um advogado de 31 anos procurar uma Base Comunitária para relatar que, por volta das 9h daquela data, retornou uma ligação de sua cliente e descobriu que ela havia sido alvo de uma fraude.
Segundo as informações prestadas, a mulher relatou que seus dados pessoais e sua conta do WhatsApp haviam sido comprometidos. Bastante abalada, ela também informou ter sofrido prejuízo financeiro decorrente das ações dos estelionatários.
De acordo com o relato, um dos envolvidos utilizou indevidamente a identidade do profissional e encaminhou a vítima para atendimento com um suposto promotor de Justiça. O argumento apresentado era de que ela receberia orientações e assessoramento referentes a três processos judiciais em andamento.
Na sequência, a mulher utilizou outro aparelho celular para participar de uma chamada de vídeo com o falso representante do Ministério Público. Durante o contato, seguiu as instruções recebidas e acessou sua conta bancária.
Foi nesse momento que ocorreram diversas movimentações financeiras, incluindo transferências de valores para terceiros, pagamentos de boletos e a abertura de uma linha de crédito de R$23.862,00.
Até o registro da ocorrência, a vítima ainda não havia conseguido calcular integralmente o montante do prejuízo causado pelas operações realizadas durante a fraude.
Posteriormente, uma equipe policial esteve na residência da mulher, na área do 67º Batalhão da Polícia Militar, onde confirmou os fatos. Na ocasião, ela apresentou os comprovantes das transações efetuadas por Pix e dos pagamentos de boletos emitidos em nome de terceiros, gerando dano financeiro.
O Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) foi lavrado pela Polícia Militar e encaminhado à Delegacia de Defraudações da Polícia Civil, em Uberaba, para instauração de inquérito policial.