Uma mulher de 53 anos perdeu R$ 13.419,81 após cair em um golpe eletrônico em Uberaba. A fraude começou com mensagens pelo WhatsApp de uma pessoa que ela acreditava ser uma amiga e continuou com uma videochamada de um homem que se apresentou como funcionário do Mercado Livre. Após seguir as orientações recebidas, a vítima identificou duas transferências via Pix que afirma não ter autorizado.
O caso foi registrado na quinta-feira (8), no bairro Gameleiras III. Segundo o boletim de ocorrência, a suposta amiga disse que enfrentava problemas com a própria chave Pix e pediu que a mulher disponibilizasse a dela para receber o pagamento de uma venda.
A interlocutora afirmou que um funcionário do Mercado Livre entraria em contato para orientar o procedimento. Em seguida, a vítima recebeu uma videochamada de um homem que dizia representar a plataforma de comércio eletrônico.
Golpista orientou acesso ao aplicativo bancário
Durante a chamada, o homem conseguia visualizar a mulher, mas ela não conseguia ver a imagem dele, conforme o relato policial. O suposto funcionário orientou a vítima a acessar o aplicativo do Nubank, fornecer dados e executar procedimentos que, segundo ele, seriam necessários para liberar o pagamento.
A mulher seguiu as instruções acreditando que ajudava a amiga a receber o dinheiro da venda. A fraude só foi percebida mais tarde, quando ela tentou fazer um pagamento em um estabelecimento comercial e descobriu que não havia saldo disponível na conta.
Ao consultar o extrato bancário, a vítima identificou duas transferências que afirma não reconhecer. A primeira, de R$ 8.739,81, foi realizada às 13h47 de quinta-feira (8). A segunda, de R$ 4.680, ocorreu às 13h54, sete minutos depois.
As duas operações foram destinadas à mesma chave Pix, vinculada a um cadastro de pessoa jurídica, de acordo com o boletim. Juntas, as transferências totalizaram R$ 13.419,81.
Banco abriu procedimento para apurar o caso
Após perceber o golpe, a mulher entrou em contato com o Nubank e comunicou as transações. Segundo ela, a instituição informou que abriu um procedimento interno para apurar a fraude e adotou medidas para bloquear as operações questionadas.
Ainda conforme o relato, o banco também informou que entraria em contato com a instituição financeira que recebeu os valores para comunicar o caso e verificar a possibilidade de recuperação do dinheiro.
A vítima suspeita que criminosos tenham utilizado indevidamente a conta de WhatsApp da amiga para conquistar sua confiança. O boletim, porém, não confirma se o perfil foi clonado ou comprometido.
A ocorrência foi registrada como estelionato mediante fraude eletrônica. A mulher foi orientada a procurar a Polícia Civil para as providências de investigação.
Até o registro policial, não havia informações sobre a identificação dos suspeitos nem sobre a recuperação dos valores transferidos.
Fonte: Programa Hélio Júnior, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h, pela Rádio JM 95,5 FM e no canal Programa Hélio Júnior, no YouTube. Siga também no Instagram e no TikTok: @heliojuniorradialista.