
(Foto/Reprodução Google)
Pais de alunos da Escola Municipal Cívico-Militar Professor José Geraldo Guimarães, em Uberaba, procuraram o Jornal da Manhã para relatar problemas relacionados à falta de professores na unidade. Entre os relatos está o de uma turma que estaria sem professora regente desde o retorno das férias e o caso de um estudante com transtorno do espectro autista (TEA) que ficou três dias sem professora de apoio. Procurada, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que está em andamento a contratação de novos profissionais e que dois professores regentes devem assumir as funções nos próximos dias.
Segundo uma das mães, a turma da filha está sem professora regente desde o retorno das aulas. De acordo com o relato, inicialmente uma professora de apoio que acompanhava estudantes da educação especial teria sido colocada no lugar da profissional responsável pela turma. Posteriormente, outra professora de apoio teria assumido a função, mas ficou dois dias afastada por motivos pessoais.
A ausência teria levado ao remanejamento dos estudantes para outras salas. “Sendo assim, as crianças foram remanejadas para outras turmas, ficando assim o ensino comprometido”, relata a mãe ao JM.
A situação envolvendo a falta de profissional de apoio também chegou à Polícia Militar. Conforme boletim apresentado no programa Hélio Júnior, uma mãe acionou a PM nesta quarta-feira (20), por volta das 13h59, após relatar que o filho, diagnosticado com transtorno do espectro autista, estava havia três dias sem o acompanhamento individual.
Segundo o registro, a mãe afirmou que não queria deixar o estudante na escola sem uma profissional substituta. Ela teria solicitado à direção que assumisse por escrito a responsabilidade pelo filho durante o período de aula, mas o documento não teria sido elaborado.
A mãe foi informada de que poderia permanecer na parte externa do pátio, próxima à secretaria, durante o horário de aula.
À Polícia Militar, o diretor informou que a professora de apoio estava afastada por licença por luto, com duração de cinco dias úteis, e que ainda não havia uma substituta disponível. Segundo ele, o estudante seria assistido da melhor forma possível e a equipe escolar se responsabilizaria pelo aluno enquanto ele permanecesse na unidade.
A mãe foi orientada pelos policiais a procurar a Secretaria Municipal de Educação para relatar a situação e buscar as providências cabíveis.
Prefeitura diz que novas contratações estão em andamento
Em resposta ao JM, a Secretaria Municipal de Educação informou que está em andamento o processo admissional de novos profissionais para a rede municipal.
Segundo a pasta, entre os profissionais que devem ser incorporados estão dois professores regentes (PEB-RT), que “devem assumir suas funções nos próximos dias, após o trâmite normal e legal de admissão”.
A Semed informou ainda que o pacote mais recente de contratações inclui um auxiliar de serviços gerais, um professor de Ensino Religioso, dois coordenadores pedagógicos e um inspetor de alunos.
De acordo com a secretaria, o reforço “amplia a estrutura de apoio pedagógico e administrativo das unidades escolares”.
A pasta também informou que, após o controle do setor de Recursos Humanos, a rede municipal possui atualmente necessidade de 11 professores PEB-RT, diante de um quadro de 1.446 profissionais. Segundo a Semed, a demanda corresponde a menos de 1% do total.
Sobre a distribuição dos alunos em outras salas, a direção da Escola Municipal Cívico-Militar Professor José Geraldo Guimarães afirmou que se trata de uma medida administrativa adotada em situações de ausência eventual de profissionais.
Segundo a direção, os estudantes são encaminhados para turmas do mesmo ano, respeitando o limite de alunos por sala e acompanhando o mesmo conteúdo curricular.
A escola afirma que o procedimento é realizado “sem prejuízo pedagógico” e que a situação é acompanhada pela equipe até a regularização da turma.
A direção também informou que mantém diálogo com as famílias durante o período e acompanha a situação dos profissionais que devem assumir as funções.
No caso do estudante com TEA, a ocorrência policial foi registrada para futuras providências, enquanto a família foi orientada a buscar a Secretaria Municipal de Educação.