
Corpo de recém-nascido permaneceu por cerca de três meses no HC-UFTM, em Uberaba, à espera de regularização de documentos para sepultamento (Foto/Divulgação)
O corpo de um recém-nascido permaneceu por cerca de três meses no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba, à espera da regularização de documentos necessários para o sepultamento. A situação foi registrada junto à Polícia Militar nesta terça-feira (17) pela própria unidade hospitalar.
O caso foi divulgado durante o programa Hélio Júnior, da Rádio JM, exibido na quarta-feira (16). De acordo com as informações, o bebê deu entrada no hospital no dia 19 de dezembro de 2025, após ser encaminhado de Araxá, com relato de parto prematuro ocorrido em domicílio. O recém-nascido foi levado ao pronto-socorro infantil por uma familiar e necessitava de suporte ventilatório.
Ainda conforme o registro, a equipe médica realizou procedimentos de reanimação por cerca de 25 minutos, mas a criança não resistiu. Após o óbito, a familiar que acompanhava o caso foi orientada sobre a necessidade de emissão da certidão de nascimento, documento indispensável para a liberação da declaração de óbito e para os trâmites de sepultamento.
A informação repassada à unidade, dias depois, era de que a família retornaria ao município de origem para providenciar a documentação. No entanto, até o mês de fevereiro, o corpo ainda permanecia no setor de necropsia do hospital, o que levou o serviço social a acionar órgãos de apoio no município de origem da família para acompanhamento do caso.
Segundo a unidade, o registro da ocorrência foi realizado como forma de viabilizar a formalização da situação e dar encaminhamento aos procedimentos necessários.
Procurado pela reportagem, o Hospital de Clínicas da UFTM informou que, após a formalização do caso, a família foi notificada e compareceu à instituição para dar andamento aos trâmites. “O HC UFTM/Ebserh informa que foi registrado Boletim de Ocorrência em razão de um corpo de bebê falecido em dezembro de 2025 e não retirado pelos responsáveis. Após a formalização junto à polícia, a família foi notificada e compareceu à instituição para proceder com os trâmites”, diz a nota.