
(Foto/Divulgação)
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte de um bebê de apenas 3 meses e 15 dias em Uberlândia e indiciou a mãe da criança, Lorenna Garcia da Costa, de 24 anos, por homicídio qualificado por omissão no dever legal de proteção.
Segundo a investigação, a mulher tinha conhecimento das agressões praticadas contra o filho e não impediu a violência. O inquérito foi encaminhado à Justiça na última segunda-feira (16).
De acordo com a Polícia Civil, Lorenna responderá por homicídio qualificado com as agravantes de motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
O caso ganhou repercussão após a morte do bebê ser inicialmente apresentada pelos pais como um suposto engasgo. No entanto, durante o atendimento, equipes do Samu e da perícia identificaram lesões incompatíveis com essa versão.
Laudo confirmou agressões
O exame pericial apontou que a causa da morte foi traumatismo craniano, reforçando a hipótese de violência física.
Durante as investigações, o pai da criança, Wandersson Benedito Pereira da Silva, de 25 anos, confessou ter agredido o filho por se incomodar com o choro do bebê. Segundo a polícia, ele relatou episódios anteriores de agressão, incluindo o arremesso da criança contra o berço.
Ainda conforme o inquérito, a mãe teria presenciado os episódios de violência.
Em depoimento, Lorenna afirmou que também sofria ameaças e agressões do companheiro e que não procurou ajuda por medo. Ela declarou ainda que o homem chegou a impedir que o socorro fosse acionado imediatamente quando a criança apresentou dificuldades para respirar.
A jovem permanece presa desde o dia 4 de junho na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia.
Pai foi encontrado morto na prisão
Dias após a prisão em flagrante, Wandersson foi encontrado morto em uma cela individual do Presídio Professor Jacy de Assis.
Na ocasião, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que instaurou procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da morte. A Polícia Civil também investiga o caso.
A conclusão do inquérito sobre a morte do bebê será agora analisada pelo Ministério Público e pela Justiça, que decidirão sobre o prosseguimento da ação penal.