Um adolescente foi apreendido após uma discussão com outro interno durante uma atividade recreativa na Casa de Semiliberdade de Uberaba. Segundo ocorrência policial apresentada no programa Hélio Júnior, da Rádio JM, o conflito teria começado após uma partida de futebol e envolvido agressão e ameaças. Questionada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) afirmou que a informação não procede.
Conforme o registro da ocorrência, dois adolescentes tiveram um desentendimento durante uma atividade recreativa realizada na unidade. Após vencer uma partida de futebol, um deles teria começado a insultar o outro com palavras de baixo calão.
Ainda segundo o relato policial, o adolescente que teria sido alvo dos insultos recuou para evitar uma situação mais grave. O outro, porém, teria partido em sua direção e desferido um chute contra a perna esquerda do colega. A atividade foi encerrada pelos agentes socioeducativos, que precisaram intervir para separar os envolvidos.
Enquanto os militares realizavam a qualificação das partes na unidade, o adolescente apontado como autor da agressão teria feito novas ameaças contra o colega.
Segundo o registro, ele teria dito ao diretor da unidade para retirar o outro adolescente do local, afirmando que “o ambiente vai ficar pequeno” entre os dois.
Ainda conforme a ocorrência, os policiais advertiram o adolescente de que as ameaças seriam registradas no histórico policial. Mesmo assim, ele teria continuado com as declarações. Após a intervenção, o adolescente foi apreendido e encaminhado para atendimento médico na UPA do Mirante.
De acordo com o laudo médico citado no registro policial, ele sofreu uma lesão no pé direito, diagnosticada como fratura por avulsão do navicular direito. A ocorrência relaciona a lesão ao chute desferido durante o conflito.
Depois do atendimento, as partes foram encaminhadas à Delegacia de Plantão para as demais providências da autoridade competente. Os adolescentes foram acompanhados por agentes socioeducativos.
A reportagem questionou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública sobre a ocorrência e os fatos relatados no registro policial. Em resposta, a Sejusp se limitou a informar que “a informação não procede”. A secretaria não apresentou outros esclarecimentos sobre o caso até o fechamento da matéria.