POLÍTICA

60ª fase da Lava Jato prende Paulo Preto e faz buscas em endereço ligado a Aloysio Nunes

Chamada de Ad Infinitum, ela investiga esquema de pagamento de R$ 130 milhões de propina pela Odebrecht a políticos

Publicado em 19/02/2019 às 09:04Atualizado em 17/12/2022 às 18:19
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Foto Marcelo Saraiva / Agência O Globo

Paulo Vieira de Souza foi diretor da Dersa, estatal responsável por obras viárias, entre 2007 e 2010

Agentes da Polícia Federal estão na rua desde as primeiras horas desta manhã (18) dando cumprimento à 60ª fase da Operação Lava-Jato, que investiga esquema de pagamento de R$ 130 milhões de propina pela Odebrecht a políticos. O dinheiro destinava a “irrigar campanhas eleitorais e efetuasse o pagamento de propina a agentes públicos e políticos aqui no Brasil”, segundo a nota divulgada pela PF. O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e apontado como operador do PSDB, foi preso. Os policiais federais também fizeram buscas em 12 endereços no estado de São Paulo, alguns deles ligados ao tucano Aloysio Nunes Ferreira, que é ex-ministro das Relações Exteriores.

Nunes Ferreira é investigado pelo recebimento de um cartão de crédito vinculado a uma conta mantida por Paulo Preto na Suíça durante sua estadia em hotel em Barcelona no natal de 2007. Segundo apurou o Ministério Público Federal (MPF), o cartão foi emitido um mês após a Odebrecht ter enviado para essa conta cerca de 275 mil euros. O ex-chanceler é presidente da Investe SP atualmente e foi indicado pelo governador João Doria (PSDB) para presidir a agência de promoção de investimentos do governo de São Paulo.

Paulo Preto é acusado de manter R$ 100 milhões em espécie que seriam usados pela Odebrecht para pagar propina a políticos e irrigar campanhas eleitorais entre 2007 e 2017. A participação de outros três operadores financeiros também é investigada nessa fase da Lava-Jat Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis.

A 60ª fase recebeu o nome de “Ad Infinitum”. Segundo a PF, o nome da operação remete ao fato de “o caso parecer tratar de mais uma repetição do modo de atuação de alguns integrantes da organização criminosa, remetendo a um ciclo criminoso que nunca termina”.

*Com informações da Agência Brasil e de O Globo.

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